27 de junho de 2011

Irreponsabilidade virtual

08:29 | , , ,

Imagem: Blog "Sempre Tops"
Segurança é tudo. Sobretudo na internet, onde informações precisam, sempre, ser preservadas. Nos últimos dias, vários órgãos governamentais de todas as esferas sofreram ataque de um grupo internacional de hackers com integrantes brasileiros.

Nesta sequencia de ataques, além de retirarem páginas de internet do ar, foram expostos dados (muitas vezes inverídicos) sobre órgãos e pessoas. Infelizmente, muitos desses dados não envolvem pessoas que estão envolvidos em algum ato de corrupção, o que, segundo o grupo, é um fator que motivou a maioria dos ataques.

Porém, há de se criticar a atuação desses hackers. Esses “grupos” só tem o intuito de prejudicar pessoas, órgãos e sites apenas por diversão. Nunca vi algum hacker querer invadir um site (ou perfil de pessoas nas redes sociais) para fazer algo benéfico ou ajudar alguém. É só para dar mais trabalho e dor de cabeça a quem é atingido (eu mesmo já fui vítima).

O que recomendo para você, leitor, para não sofrer com um irresponsável bagunçando o que for seu na rede mundial de computadores? Mantenha sua senha atualizada e a modifique, sempre que possível. Talvez, assim, você fique mais tranquilo quando fizer alguma coisa na net.

Nessas horas, é plausível cobrar, também, das nossas autoridades uma legislação mais eficaz contra crimes eletrônicos. O hacker faz a festa no Brasil e não é incomodado, pois não há crimes específicos no nosso velho código penal. Tá na hora de esse aspecto ser repensado. Com o crescimento da internet, talvez já haja a necessidade disso.

Só que, no momento, só nos resta cuidar da nossa segurança virtual. Enquanto existirem pessoas mal intencionadas que querem destruir o bem estar de quem usa a internet, não haverá tranquilidade na rede no mundo inteiro.

Ataque hacker foi o maior já sofrido por sites do governo na internet

08:29 | , , ,

Créditos: G1

Imagem: Reprodução - Twitter (G1)
O ataque hacker às páginas da Presidência da República, Portal Brasil e da Receita na madrugada desta quarta-feira (22) foi o maior já sofrido pela rede de computadores do governo brasileiro. De acordo com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o ataque - que não causou danos às informações disponíveis nas páginas - partiu de servidores localizados na Itália.

Para derrubar os sites, os hackers utilizaram sistemas que faziam múltiplas tentativas de acesso ao mesmo tempo, técnica batizada de “negação de serviço” e conhecida pelas iniciais em inglês DDoS (Distributed Denial of Service). O objetivo dessa ação é tornar o serviço indisponível.

A ação foi reivindicada pelo grupo LulzSecBrazil, que teria ligações com o LulzSec, responsável por ataques recentes a empresas de videogame como Sony e Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS.

Nos ataques a sites do governo brasileiro, foram mais de 2 bilhões de tentativas de acesso em um curto período de tempo. Entre as 0h30 e 3h as páginas ficaram fora do ar por causa do ataque, mas entre a 0h40 e 1h40 foi o período de maior concentração dos ataques e o sistema ficou congestionado.

Durante a tarde, o site da Petrobras também saiu do ar, voltando a funcionar em alguns momentos. No Twitter, hackers do grupo LulzSecBrazil avisaram que a Petrobras seria alvo de DDoS mesmo das páginas saírem do ar. A página da Petrobras já havia ficado indisponível na manhã desta quarta (22) durante alguns minutos. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, houve apenas uma instabilidade.

Como justificativa para o ataque, os hackers publicaram mensagens no Twitter criticando o alto preço dos combustíveis no país. “Acorda Brasil! Nao queremos mais comprar combustivel a R$2.75 a R$2.98 e expotar (sic) a menos da metade do preco! ACORDA DILMA!”.

Governo diz que bloqueou tentativa: A Secretaria de Imprensa da Presidência da República divulgou uma nota oficial informando que o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) detectou e bloqueou a tentativa de ataque às páginas da Presidência da República, Portal Brasil e da Receita.

"Isso já ocorreu outras vezes, não chega a ser uma novidade. Mas eles não conseguiram ter acesso a nenhuma informação desses sites. Eu não conheço esse grupo de hackers", disse o diretor-superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Uma fonte do governo informou que na terça-feira durante o dia a presidente Dilma Rousseff foi informada de que havia um movimento estranho de acesso aos sites do governo. Segundo essa fonte, o governo estava de sobreaviso para um eventual ataque que acabou ocorrendo durante a madrugada.

Na nota divulgada nesta quarta-feira, a Secretaria de Imprensa da Presidência informa também que houve um congestionamento das redes e que os sites ficaram fora do ar por cerca de uma hora.

"O Serpro (Serviço de Processamento de Dados) detectou nesta madrugada, entre 0h30 e 3h, uma tentativa de ataque de robôs eletrônicos aos sites Presidência da República; Portal Brasil e Receita Federal. O sistema de segurança do Serpro, onde estes portais estão hospedados, bloqueou todas as ação dos hackers, o que levou ao congestionamento das redes, deixando os sites indisponíveis durante cerca de uma hora", diz a nota.

Ainda segundo o texto da assessoria da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o ataque dos hackers foi controlado e os dados dos sites não foram violados. "O Serpro informa que o ataque foi contido e os dados e informações destes sites estão absolutamente preservados".

24 de junho de 2011

A taça nas mãos santas

19:52 | , ,

Nesta sexta, os amantes do futebol ainda comentam o merecido título do Santos na Libertadores da América. Por isso, o "Fatos e Opiniões" traz para você que admira o esporte mais popular do Brasil - e, em especial você torcedor do Santos - uma opinião excelente e de um altíssimo nível.

Por isso, hoje, trazemos o texto "A taça nas mãos santas", publicado no blog do comentarista do canal de TV a cabo "Sportv", e colunista do jornal "Diário de São Paulo", Alberto Helena Junior.


Imagem: Editoria de Arte - Globoesporte.com
Com Ganso desde o início, o Santos acabou se enredando na tática surpreendente do Peñarol, durante os primeiros vinte minutos de partida: os uruguaios, como manda a cartilha moderna, encurtaram o campo, pressionando a saída de bola do Peixe.

Obrigado a sair com bolas longas da defesa ao ataque, a presença de Ganso passou a ser irrelevante, a não ser nas poucas vezes em que a bola chegou aos seus pés. Só então, o jogo do Santos ganhava lucidez e precisão, em duas ou três enfiadas para Neymar e Zé Love, atados, porém, à marcação adversária.

Neymar bem que tentava, mexia-se pra cá, pra lá, ensaiava dribles sem êxito, combatia aqui atrás, mas nada de produtivo, sem falar naquela solada que tirou o xerife uruguaio de campo. E, como, depois dos 30 minutos, o Santos conseguiu se equilibrar em campo, passando a jogar mais na intermediária adversária, a grande chance surgiu aos pés de Léo, que, no entanto, chutou pra fora.

Eis, porém, que, mal dada a saída para a etapa final, Arouca, que cumprira um primeiro tempo errático, arranca pela meia-direita, toca para Ganso que devolve de letra; Arouca, então, passa por maios dois e rola com açúcar na esquerda para Neymar chegar batendo no canto direito do goleiro: 1 a 0.

Foi o gol que botou os nervos santistas no lugar e desarmou qualquer plano uruguaio para esta etapa decisiva, mesmo porque a defesa santista, sobretudo, Durval – logo ele, que faria o gol contra! -, estava impecável.

O diabo é que Zé Love, lá na frente, seguia desperdiçando as melhores chances, até que, aos 23 minutos, Danilo disparou pela direita, cortou o lateral pra dentro e, conscientemente, de esquerda, mandou a bola no canto oposto ao do goleiro: 2 a 0.

Sim, houve aquele gol de honra dos uruguaios, mas nessas alturas, o Santos tinha o jogo sob controle, a ponto de, no finalzinho, criar uma chance de ouro – Neymar, goleiro, poste, Zé Love pra fora.

Depois da arruaça final, a taça foi para as justas mãos da Santíssima Trindade Alvinegra: Neymar, Ganso e Muricy, que pegou o time em coma na Libertadores, organizou-o e o levou ao pódio merecido.

Neymar brilha, meninos da Vila fazem história e Peixe leva tri da Libertadores

19:51 | , ,

Créditos: Globoesporte.com

Foto: Marcos Ribolli (Globoesporte.com)
Um esquadrão branco, infernal, que tomou a América de assalto. Com um ataque genial, imprevisível, artilheiro. Muitas vezes, o Santos foi descrito assim nos anos 60, quando Pelé e seus companheiros chacoalharam a América. O mesmo texto agora, 48 anos depois, serve para o time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Dracena, Arouca, Durval, Rafael. Sim, senhoras e senhoras: o Santos é, novamente, campeão da Taça Libertadores. Tricampeão (ganhou em 62, também sobre o Peñarol, e 63).

A noite ficará guardada na memória de cada santista. A vitória, por 2 a 1, num Pacaembu apinhado, branco, cheio de santistas com lágrimas nos olhos, ainda teve Pelé vibrando como se estivesse em campo. Do seu camarote, o rei de todos os tempos socava o ar como se um dos gols tivesse sido marcado por ele.

O Peixe e sua nova geração de ouro caminham a passos largos para ser campeão de tudo em 2011. No início do ano, manteve a supremacia em São Paulo. Agora, tornou-se rei da América. O terceiro passo poderá ser dado em dezembro, quando a equipe de Muricy Ramalho terá o Mundial de Clubes da Fifa pela frente. Será a chance de poder ver um duelo fabuloso: Neymar x Lionel Messi.

Primeiro tempo de domínio santista, mas faltou calibrar o pé: Buscando acabar logo com o nervosismo e a angústia das arquibancadas, o Santos entrou em campo querendo um gol rápido. Os comandados de Muricy Ramalho acreditavam que, na pressão, o Peñarol se abriria. Puro engano. Apesar de boas investidas e jogadas inspiradas de Ganso, que acertou ótimos passes, faltou o chute certo. Os números dos primeiros 45 minutos ratificaram o domínio santista. O Peixe teve 67% de posse de bola, contra 33% do seu rival. Foram oito arremates ao gol uruguaio, contra apenas um dos carboneros.

O primeiro lance de perigo veio em chute de fora da área de Elano, que exigiu grande defesa de Sosa. Neymar também teve chance, após passe precioso de Ganso, mas furou. O astro santista esteve sempre cercado por três jogadores. Gingava de um lado para o outro sem conseguir abrir o espaço. À medida que o tempo passava e o gol não saía, o Pacaembu ia murmurando, apreensivo. Léo também teve uma oportunidade ao invadir a área, com o goleiro batido, e errar o alvo. Durval, duas vezes de cabeça, também ameaçou. Sosa ainda brilhou em cobrança de falta de Elano da entrada da área.

O Peñarol, limitado tecnicamente, se resumia a bloquear as investidas do adversário. Segurava o Santos, tentava encaixar um contra-ataque, que não veio em toda a primeira etapa. Assim, o jogo ficou morno. O Peixe murchou, perdeu o ritmo e passou a errar alguns passes, Arouca, principalmente.

Mas quem disse que seria fácil? Era final de Taça Libertadores.

Neymar abre o placar e leva o Pacaembu ao delírio: E aí vem Arouca, em desabalada carreira. Uma arrancada mágica, uma tabela esperta com Ganso, que passou para Neymar, que, enfim, soltava o grito preso na garganta do torcedor nas arquibancadas. Apenas dois minutos de jogo. Neymar, histórico. Um gol que vai ser lembrado para sempre pelos santistas. O gol que abriu caminho para o tricampeonato.

Em seu camarote no Pacaembu, Pelé vibrava, reverenciando seu sucessor. Em campo, o craque alvinegro chupava o dedo, homenageando Mateus, que chega em novembro. O filho do ídolo santista vai nascer campeão continental. Pé-quente!

O jogo continuou. Claro. Faltavam ainda longos minutos. Nas arquibancadas se abraçavam e choravam. Não dava para fazer os ponteiros correrem mais rápido? Não dava. Então, o Peixe tratava de dar as cartas em campo.

A diferença técnica entre os times era gritante. O Santos, agora, tinha espaços para matar o jogo. O Peñarol tinha dificuldades para sair jogando. Não parecia possível o título escapar. Absolutamente.

O Santos continuava em cima, muito melhor, trocando passes, colocando os uruguaios na roda. Nas arquibancadas, locura total. Então, Danilo arrancou pela direita, deixou o marcador para trás, cortou para dentro e entrou para a história. Pé esquerdo, canto direito do goleiro. Nova explosão no Pacaembu. Choro, abraços. O título estava mais próximo.

- Agora, ninguém tira mais – berrou Léo num microfone à beira do campo.

Gol contra de Durval e pancadaria no final: Mas nada com o Santos é fácil. O Peñarol mostrou suas garras. Numa escapada pela direita, a bola cruzada, desvia em Durval, que tentou rebater e entra. Seria possível? Como em 2005, quando defendia o Atlético-PR, na final da Libertadores contra o São Paulo, o Rei do Sertão marcara um contra.

Foi apenas um susto passageiro. Logo o Peixe retomou o dominio e teve até chances para marcar mais gols. Não precisou. No final, uma cena que não precisava ocorrer: jogadores das duas equipes trocaram agressões em campo, diante de uma Polícia Militar que pouco fez para conter os brigões. Nada, no entanto, que acabasse com o brilho da conquista do Peixe.

Parabéns, Santos e santistas. A América, de novo, é de vocês.

20 de junho de 2011

Protesto a favor da devastação

11:56 | , , , ,

Foto: Blog Cultura Mix
Reconhece-se no Brasil a ineficiência de todas as esferas governamentais sobre as deficiências do nosso país. Em qualquer coisa, percebe-se que é preciso melhorar. Não é diferente no combate as drogas. Infelizmente, a droga é um mal que assola o país há anos e o poder público vem perdendo a guerra em um jogo cansativo e desgastante, onde a principal prejudicada é a sociedade, que se vê obrigada a conviver com pessoas que se tornam criminosas somente para manter sua “alegria”.

Mas, há movimentos no país que, ao que me parecem, não percebem isso. São as chamadas “marchas da maconha”, reunindo, por todo o Brasil, grupos de usuários que reivindicam a legalização da venda e do consumo. O argumento é de que, com a legalização, empregos serão gerados, impostos arrecadados e a criminalidade tende a diminuir.

Particularmente, sou contra. Todos sabemos que, a partir da maconha, o viciado se deslumbra pelo “mundo das drogas” e quer conhecer outros entorpecentes. Daí, para chegar a cocaína e ao crack, a mais devastadora que se conhece e que não se consegue combater, é num pulo.

Ora, se legalizar a maconha, o caminho para a desordem no Brasil estará aberto (apesar de a desordem imperar em vários segmentos). Essa legalização só vai trazer mais problemas, se for aprovada. A banalização do vício, que é um problema de saúde crônico (além do problema de segurança pública) irá quebrar, mais ainda, nosso sistema de saúde. Fora a legalização do “traficante” que, convenhamos, não é lá uma das melhores profissões.

Com tudo isso, lamento profundamente a decisão do STF de liberar a “marcha da maconha”. É visível que essas marchas são financiadas por traficantes que querem ser os “bonzões” nesse país, além de quererem que seu trabalho seja legalizado. Talvez os ministros não tenham visto, também, que essas marchas servem também para que viciados consumam em grupo. Uma verdadeira afronta a polícia, que nada poderá fazer por ter que cumprir o mandado de segurança da última corte do Brasil.

Agora é torcer para que essas marchas fiquem só nas reivindicações. Liberar a maconha no Brasil só vai trazer problemas.