29 de abril de 2011

O desconhecimento vergonhoso

12:17 | , ,

Quando alguém quer dar uma justificativa para sair de uma situação incômoda, pode-se esperar qualquer coisa da pessoa envolvida. Geralmente, políticos tem essa manha e sabem como poucos colocar mentiras como verdades. Mas, mesmo assim, ainda existem casos absurdos que sabe-se que alguém pisou na bola ao falar algo que não devia.

Imagem: InfoEscola
Foi o caso da nossa governadora Rosalba Ciarlini. Ela cometeu a burrice de dizer que o crescimento da violência no seu maior reduto eleitoral, a cidade de Mossoró, se deu com a implantação de um dos cinco presídios federais de segurança máxima na cidade. Todos sabem que é uma inverdade, pois a escalada de crimes começou em 2006, e não em meados de 2007, quando o presídio começou a ser construído. Mais do que isso: a causa da violência não são os perigosos bandidos do sudeste que estão lá - na verdade, o vilão é o crack.

Ora, as drogas causam violência em qualquer lugar. Infelizmente, no interior essa é uma grande realidade em todo o país, não apenas no RN.

Há de se cobrar mais ações e menos palavras da comandante do Executivo estadual. Enquanto ela fala asneiras como essa, a bandidagem está a solta na sua terra e ela não fez nenhuma ação eficaz, até agora, para combatê-la.

Além disso, deve-se cobrar mais conhecimento da situação da segurança pública no RN. Com essa declaração, é visível a falta de conhecimento da situação caótica que nosso Estado vive em razão da falta de segurança. Precisa-se de mais ações no segmento.

Mas, enquanto a Governadora fala coisas que não sabe, ficaremos a mercê da bandidagem. Espero, logo, noticiar boas ações de combate ao crime no RN. Só que, pelo o que percebo, isso vai demorar bastante.

Governadora Rosalba Ciarlini culpa Presídio Federal por onda de violência em Mossoró

12:17 | , ,


A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) disse no final da tarde do último sábado, ao desembarcar no aeródromo de Pau dos Ferros, que a crise da segurança em Mossoró sofre forte influência  do Presídio Federal.

Foto: Rodrigo Sena (Tribuna do Norte)
De acordo com a chefe do Executivo estadual, o equipamento tem se apresentado como forte influência para a instalação do cenário de guerra mantido nos últimos meses. "Isso é reflexo do Presídio Federal, que fui contra, ter se instalado na cidade. Isso fez com que surgisse este cenário de guerra", reforça.

Ao ser questionada acerca do que estaria fazendo para inibir o quadro de insegurança na cidade, ela disse que externou preocupação ao secretário estadual de Segurança Pública, Aldair Rocha. "Ele está mapeando a violência e estruturando a secretaria. Segurança passa por inteligência que detém as informações e no momento não convém noticiar", explicou.

A governadora disse que não ver problema no fato de o secretário de Segurança ser de outro Estado. "Ele (Aldair Rocha) é do Ceará. Conhece essa região muito mais do que as outras. Ele é da Polícia Federal e tem vasta experiência", acrescentou. Rosalba lembrou ainda que o auxiliar ocupou até pouco tempo a Superintendência da Polícia Federal do Ceará.

Início da onda de homicídios coincide com a chegada do crack a Mossoró

12:17 |

Créditos: Nominuto.com

O delegado Renato Batista, da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE), observa que a onda de homicídios em Mossoró começou em 2006 exatamente quando os traficantes de crack se fixaram na cidade, com grande número de viciados.

Foto: Blog do Canindé Soares
Para justificar sua teoria, Renato Batista mostra a estatística de homicídios ocorridos na região leste de Mossoró. Os números apontam que de 2000 a 2005, a média de homicídio era fixa, em no máximo 15 por ano. A partir de 2006 passou a ser crescente. Neste ano foi a 24 execuções, depois para 36 e em 2008 já estava em 53. Em 2008, o número de execuções em toda Mossoró chegou a 118 e em 2010 já estava perto de 160.

No período de 20 a 23 deste mês, aconteceram 5 execuções e outros 15 saíram feridos a bala em Mossoró, crimes estes ocorridos nas quatro regiões da cidade. Portanto, o Estado não pode alegar casos isolados.

Considerando que estamos em um terço de 2011 e já foram registradas 61 execuções, estima-se que até o dia 31 de dezembro mais de 190 tenham sido executados, isto se não for feito nada por parte do governo.

Renato Batista concorda que faltam delegados, escrivãs e agentes para trabalhar, assim como falta estrutura de inteligência para identificar e localizar os bandidos e também apoio de perícia forense nas investigações.

O secretário Aldair Rocha, em visita a Mossoró semana passada, reconheceu que o ITEP, a quem compete fazer as perícias forenses, está com a estrutura deficitária, assim como também falta homens e estrutura nas delegacias.

Mas disse que convocar os policiais civis concursados vai depender de uma decisão de governo, e, segundo ele, não existe limite prudencial, ou seja, o Estado já tem muitos servidores e, portanto terá dificuldade legal para convocar os concursados.

Diante do quadro, o delegado Renato Batista acredita que para barrar a onda de homicídios em Mossoró, é preciso homens e estrutura para prender quem está matando é combater o tráfico de drogas em sua raiz.

25 de abril de 2011

Como é bom ser honesto

10:50 | , ,

Imagem: Blog "Adote o Amor"
Domingo de Páscoa. Feriado de reflexão e de muito pensamento. Eis que me deparo, por incrível que pareça, com um caso de forte reflexão no Domingão do Faustão, da TV Globo: um humilde motorista de ônibus, que foi vítima da maior catástrofe natural da história do Brasil, que perdeu tudo naquela horrível tragédia, vira notícia pela sua honestidade e ganha uma homenagem do programa. Tudo pelo fato de ter devolvido R$ 74 mil a um idoso que estava precisando demais.

É raro vermos essas atitudes por aí. Sabemos que o brasileiro, na grande maioria das situações semelhantes a essa, embolsa o que achou e não procura o dono, nem a polícia. Inclusive conheço gente que não devolveu coisas que acharam. Não é a toa que, quando acontece algo parecido, vira notícia e o cara é idolatrado.

Isso demonstra que o "jeitinho brasileiro", tão famoso no mundo, nem sempre é preciso ser usado. A honestidade sempre tem de estar em primeiro lugar, como foi o que fez este humilde motorista. A atitude em si já foi muito bonita. Mas, é mais relevante ainda pelo fato de ele ter sofrido com uma tragédia de grandes proporções e tanto dinheiro resolveria sua vida. Mesmo assim, ele devolveu - um ato de honestidade que sempre deve ser lembrado.

Um exemplo destes de honestidade deve ser seguido pelos brasileiros. Ser honesto não dói, nem causa vergonha. Ser honesto faz com que nossas vidas sigam bons rumos e fiquemos sem peso na consciência. A honestidade deve ser ensinada e recompensada, em vez de se pregar a malícia, o jeitinho. Precisamos ser mais honestos.

Espero que, com esse caso, alguns brasileiros abram os olhos e vejam que ser honesto é algo tão bom que não precise mais virar notícia. Honestidade deve ser algo corriqueiro. Vamos nos conscientizar e ser mais honestos para com os outros e consigo mesmo.

Vítima da tragédia da Serra devolve mala cheia de dinheiro

10:48 | , ,


Foto: Uanderson Fernandes (Agência O Dia)
Qual seria sua reação ao encontrar uma mala com R$ 74 mil em notas de R$ 100? E se, ao achar a bolada, você estivesse à espera do nascimento de um segundo filho, tivesse acabado de perder a casa e morasse de favor na casa de um parente? O motorista da Auto Viação 1001 Joílson Chagas, 31 anos, passou pela experiência na semana passada ao revistar o ônibus que acabara de conduzir no trajeto Friburgo-Rio e não teve dúvida: devolveu ao dono.

Vítima da tragédia das chuvas em Nova Friburgo em janeiro, quando perdeu a casa, ele não se arrepende. “Alguns amigos disseram que eu sou louco, mas aquele dinheiro não era meu”, diz Chagas.

Motorista há quatro anos, naquele dia, ele deixou a Serra com cerca de 30 passageiros às 5h30. Na Rodoviária Novo Rio, vistoriou o veículo e encontrou a mala, além de um celular, sobre o compartimento da poltrona 13. Separou o bilhete referente ao assento, com o nome do passageiro.

À tarde, ao voltar para Nova Friburgo, seguia para entregar a valise no setor de ‘Achados e Perdidos’ da rodoviária, quando viu um senhor visivelmente desolado. “Perdi documentos muito caros”, contou J.M. a Chagas. O motorista pediu a identidade e o canhoto da passagem, constatou que mala e celular eram dele e devolveu. “Ele chorou, me abraçou e ficou muito emocionado. Me ofereceu R$ 2 mil, mas não aceitei. Então, tirou um relógio do pulso (de R$ 500) e pediu que eu guardasse de lembrança”, contou.

O comerciante J.M. enfrentava dificuldades financeiras por ter sido vítima das chuvas e o dinheiro era da venda de um carro de luxo, para pagar dívidas com distribuidores. “A atitude que esse rapaz teve deve ser recompensada pela empresa. É difícil encontrar gente assim”, disse o idoso.