6 de agosto de 2010

Uma questão política que envolve uma vida

09:52 | , ,

Foto: CNN / R7
Estamos vendo, nos últimos dias, um drama que países muçulmanos insistem em querer reviver: Pena de morte por maneiras cruéis. E é o que está acontecendo com a Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma iraniana acusada de adultério. A pena que lhe foi imposta é o apedrejamento - Ativistas internacionais pedem que a pena seja trocada por enforcamento. Nesse rolo, pediram ajuda a Lula para livrar a iraniana das pedras ou até mesmo da pena de morte.

Não estou aqui para defender a pena de morte, nem o pedido de ajuda, tampouco a forma como são regidas as leis de Teerã - No qual não tenho mérito algum em comentar. Mas, tenho de me posicionar sobre tal fato. Afinal, é uma vida que está em jogo.

Se as leis regem que quem trai o marido ou a esposa deve morrer, tudo bem. Não vou questionar o mérito da lei. Mas, acho que os meios para se aplicar a pena devem ser revistos. Ora, apedrejamento é uma maneira arcáica de se executar alguém. Isso é expor uma pessoa à humilhação pública - E no caso, mundial. Chega a ser ridículo se apedrejar alguém ou algo - Como é comum no Brasil se apedrejar alguma estrutura, fixa ou móvel, em detrimento de alguma coisa.
Do jeito que a tecnologia está chegando ao país islâmico por meio nuclear - Que o coloca no centro de algumas polêmicas -, ela poderia ser colocada também no sistema carcerário. O enforcamento até que vai, pois pelo menos é uma maneira aceitável em vários lugares do mundo. O fuzilamento é usado em vários países, como nos Estados Unidos. Quem sabe mais para frente, a injeção letal possa ser usada. Mas, uma pena de apedrejamento é antigo até demais.

Quanto a interferência de Lula, ela foi, com certeza, o resultado da pressão que os ativistas internacionais o fizeram por causa da sua boa vontade. Acho que, se não fose por isso, ele não estaria nem aí para o que acontece em Teerã por conta de seu argumento de não interferir em políticas internas. Mas, mesmo assim, parabenizo a atitude do nosso Presidente em querer ajudar uma condenada à morte por uma maneira tão cruel.

E se formos discutir a pena de morte, seria um post maior do que esse. Mas, deixo aqui válido que esse tema deve ser amplamente discutido, pois é uma forma, mesmo assim, de combater a atitude do indivíduo. Eu estou esperando ese momento pois, aí sim, colocarei minha opinião sobre a pena de morte.

Pedido foi 'mais humanitário' do que político, diz Lula sobre asilo a iraniana

09:16 | , ,

Créditos: G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (3), na Argentina, que a proposta de receber no Brasil a iraniana condenada à morte por apedrejamento foi um pedido de caráter humanitário e não político. “Eu não fiz um pedido de asilo. Eu fiz um pedido mais humanitário do que uma coisa política”, disse o presidente.

O apelo de Lula pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, feito na última sexta-feira (31), durante comício no Paraná, foi visto como uma interferência pelos iranianos. Sakineh foi condenada à morte acusada de adultério.

O ministro de Relações Exteriores do país islâmico, Ramin Mehmanparast, sinalizou nesta terça que deve rejeitar a proposta do Brasil e classificou Lula de “emotivo”. Ele afirmou ainda que o presidente brasileiro não deve ter recebido informações suficientes a respeito do caso de Sakineh.

Questionado sobre as declarações do chanceler, Lula disse: “Eu fico feliz que o ministro do Irã tenha percebido que eu sou um homem emocional. Se for, Muito emocional”. O presidente se disse disposto a dialogar, "se houver disposição" por parte do Irã e afirmou que “como cristão” considera o apedrejamento uma “morte bárbara”.

"Pelo que soube, ou ela ia morrer por apedrejamento ou por enforcamento e nenhuma dessas mortes é humanamente aceitável. Obviamente que se houver a disposição do Irã em conversar sobre esse assunto, nós teremos imenso prazer de conversar e, se for o caso, essa mulher poderia ir ao Brasil".

No entanto, Lula destacou que é preciso respeitar a soberania e as leis de cada país. “Sobre a questão de direitos humanos no Irã, eu sei que cada país tem suas leis, sua constituição, sua religião. E, gostando ou não, temos que respeitar o procedimento de cada país”, afirmou.

Irã sinaliza que recusará oferta de Lula para receber condenada

09:13 | , ,

Créditos: G1
O Irã sinalizou nesta terça-feira (3) que deve rejeitar a proposta do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para abrigar a iraniana condenada a morrer apedrejada  por adultério. O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, levantou uma polêmica internacional e fez com que o governo adiasse a sentença dela, que pode ser mudada para a forca.

"Que eu saiba, [o presidente Luiz Inácio Lula] da Silva tem uma personalidade muito humana e emotiva e provavelmente não recebeu informações suficientes sobre o caso", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.

Segundo ele, mais informações seriam repassadas a Lula para esclarecer a condição de uma pessoa "condenada por cometer um crime". Segundo autoridades iranianas, ela também é condenada por assassinato.

No sábado, Lula propôs que seu país recebesse Sakineh Mohamadi Ashtiani, mãe de dois filhos, condenada em 2006 por ter mantido "uma relação ilegal" com dois homens depois da morte de seu marido, e também por assassinato e outros crimes, segundo a agência Irna. "Quero fazer um apelo a meu amigo [o presidente iraniano Mahmud] Ahmadinejad, ao líder supremo do Irã [Ali Khamenei], e ao governo do Irã para permitir que o Brasi possa receber a mulher", disse Lula durante uma visita a Curitiba.

Os Estados Unidos apoiaram a proposta brasileira. "Se o Brasil está disposto a aceitá-la, esperamos que o Irã considere isso como um gesto humanitário. O fato de o Brasil demonstrar atitude indica vontade de resolver e esperamos que o Irã escute", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano Philip Crowley.

Lula propõe a Irã receber no Brasil condenada a apedrejamento

09:07 | , ,

Créditos: G1
Foto: AFP / G1
O presidente Luiz Inácio da Silva fez um apelo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma iraniana de 43 anos, mãe de dois filhos, condenada à morte por apedrejamento por supostamente cometer adultério com dois homens.

Lula fez a ressalva de que é preciso respeitar a soberania e as leis do país, mas disse que "nada justifica um Estado tirar a vida de alguém". O presidente brasileiro, que recentemente participou de negociações sobre um acordo nuclear com Ahmadinejad, citou a “amizade” entre os dois líderes. “Se essa mulher está causando incômodo, nós a receberíamos no Brasil de bom grado”, propôs o presidente.

"A traição lá tem um tipo de pena é enterrar a mulher viva e deixar a cabeça para fora para o povo jogar pedra", relatou Lula.

As declarações foram dadas durante comício em Curitiba ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Lula começou a falar sobre o assunto valendo-se do fato de o partido  ter uma candidata. Depois, disse que, se Dilma for eleita, ela poderia telefonar para Ahmadinejad pedindo a libertação da iraniana. “Tenho certeza de que ela vai ter sucesso”, disse.

Presa desde 2006, Sakineh foi condenada a 99 chibatadas por adultério. Tempos depois, a reabertura do processo decidiu por sua execução. De acordo com a lei islâmica, a sharia, crimes como assassinato, estupro, tráfico de drogas, assalto à mão armada e adultério são passíveis de serem punidos com o apedrejamento.

O caso provocou uma repercussão internacional e o governo iraniano anunciou uma revisão da pena, sem deixar claro se o apedrejamento estaria suspenso.

Na quarta-feira, Lula disse que não intercederia pela iraniana e justificou que as leis dos países precisam ser respeitadas para não virar “avacalhação”. Na semana passada, o ministro das Relações Exterioes, Celso Amorim, telefonou para o colega iraniano, Manouchehr Mottaki, para pedir o cancelamento da pena de Sakineh.

2 de agosto de 2010

Temos de discutir sobre isso

21:15 | , , ,

Na última sexta-feira, só ouvia uma piada dentro da CIENTEC, onde fazia parte da Rádio Sonora Experimental: "Olha, são cinco da tarde e a praça tá fedendo a baseado"; "Pense num fumaceiro"... E por aí vai. Isso era o sinal de que havia começado a marcha da maconha.

A sua liberação ganha cada vez mais adeptos pelo Brasil a ponto de várias cidades terem eventos semelhantes. A organização da marcha natalense foi muito esperta em adiar sua execução em quase dois meses para atrair mais gente, uma vez que era o final da Reunião Anual da SBPC, onde 20 mil pessoas transitavam pela UFRN. Sacada interessante essa.

Na minha opinião, acho que eventos como esse poderiam ser evitados. Tanto por causa da má avaliação de grande parte da sociedade, quanto pelo possível caos que se poderia causar. No meu ponto de vista, fui contrário a realização do movimento. Ora, pra quê legalizar uma planta "medicinal" que é a porta de entrada para o mundo das drogas? Graças a ela, muitos jovens de todas as classes sociais entram num caminho sem volta.
Mas, acredito que o tema deva ser discutido amplamente. Não é porque o cigarro e o álcool são liberados que a maconha deveria ser também. Mesmo se tratando de indústrias de grande poder, o argumento de que a maconha deveria ser liberada só por causa da liberação do fumo e da bebida é fraco. Os defensores da medida devem ter melhores argumentos, uma vez que várias percelas da sociedade fazem uso da maconha.

E vamos seguindo com o debate. Que seja uma troca de idéias saudável, sem ofensas, nem acusações. Mas, desde já alerto a você, leitor, que convive com crianças e adolescentes: Deixe-os sempre longe de qualquer tipo de droga. Isso pode acabar com a vida deles. Isso pode acabar também com sua vida!