5 de fevereiro de 2010

Um assalto praticado pelo cartel

19:22 | , ,

Natal foi testemunha de um ato arbitrário esta semana, sobretudo pra quem anda de carro. A gasolina aumentou sumariamente para uma média de R$ 2,86 em toda a cidade e o álcool para R$ 2,25, sem aviso prévio. Este reajuste não foi avisado nem pela imprensa, já que o último foi em dezembro nas distribuidoras e refinarias, já repassando o aumento nas bombas.

Pra falar a verdade, isso foi um verdadeiro assalto. Na capital de um estado produtor de petróleo e com refinarias bem próximas temos um dos litros de gasolina mais caros do país. Um absurdo sem limites, pois ninguém consegue manter um veículo rodando com uma gasolina beirando os 3 reais e o álcool a mais de R$ 2. Pra se ter uma idéia de que esse assalto é praticado diariamente, quando os postos estão em promoção o preço fica por volta de R$ 2,30, preço esse que em João Pessoa, a mais ou menos 160 km daqui, esse é o preço normal da gasolina e, nas promoções, fica abaixo de R$ 2.

Mas todos sabem que o que realmente acontece na cidade do sol é um cartel declarado. Natal tem uma grande rede de postos, pertencentes a um grupo muito restrito de empresários. E eles sempre se falam, combinando preços sempre que possível. Por isso que, quem anda de carro nessa cidade, percebe que os preços são sempre os mesmos. E, pra piorar, com o fluxo de carros alugados e estrangeiros por toda capital, com os gringos dispostos a gastar, aí que o roubo aumenta.

Bem que isso poderia acabar, não é verdade? Pois isso fere o princípio da livre concorrência e o consumidor fica vendido quanto a sua opção de escolha. Porém eu vou dizer o motivo dos órgãos combatentes deste tipo de coisa não agirem: medo. Por quê? O dinheiro. Os donos de postos tem um altíssimo poder aquisitivo, o que faz com que os agentes desses órgãos, até mesmo o MP, não fiquem em cima, fiscalizando esse absurdo que é praticado diariamente. Um outro motivo que posso apontar é o desleixo, já que o PROCON, que é quem fiscaliza esses preços, não está nem aí pra esse interesse, priorizando outras coisas e deixando felizes os donos de postos...

Com essa atualização de hoje, me junto aos internautas que a Tribuna fala em sua matéria e que estão fazendo uma campanha na web de boicote aos postos careiros. Eu tenho carro e pretendo fazer isso também. E deixo uma sugestão: Que tal fazer uma campanha para a gasolina ficar a R$ 2??? A margem de lucro ainda seria boa pra os gananciosos empresários, já os deixando satisfeitos. Enquanto isso, vamos testemunhando esse assalto diário sem nenhum direito - Por enquanto - a alguma reação.

Natalenses reagem à alta nos postos

19:16 | , ,

Créditos: Tribuna do Norte
Foto: Júnior Santos (Tribuna do Norte)
O reajuste nos preços dos combustíveis realizado pelos postos de Natal na terça-feira passada vem gerando uma série de reações na cidade, partindo principalmente dos consumidores. Depois de ver o litro da gasolina subir cerca de R$ 0,14, muitos natalenses passaram a disseminar informações a respeito de onde encontrar os menores preços, por meio de ligações telefônicas, e-mails e, principalmente, na rede social Twitter. A alta motivou o Procon Municipal a promover a uma reunião entre o órgão de proteção ao consumidor, Ministério Público, Prefeitura de Natal e Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos).

Apesar de informar que não há um meio legal capaz de conter a alta, o diretor do Procon Municipal, Carlos Paiva, diz que convidará o Sindipostos a participar de uma reunião com outros órgãos que representam os interesses da população. Ele afirma que pretende sugerir ao sindicato que esclareça as razões do aumento, junto à população. “Mas enquanto órgão de defesa do consumidor, não temos nenhuma ferramenta legal para controlar esses preços”, completa Paiva.

A inexistência de uma forma de controle dos preços é reiterada pelo promotor de Defesa do Consumidor, José Augusto Peres. De acordo com ele, isso ocorre pelos reajustes não serem regulados por nenhum órgão governamental. “Esperamos que o mercado reaja, prestigiando os postos com menores preços e fazendo com que os demais sintam-se impelidos a reduzir os valores”, afirma o promotor.

Peres destaca ainda que apenas o fato de haver preços semelhantes entre os postos de Natal não é suficiente para caracterizar a prática de cartel.

Postos: O vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, revela não ter o detalhamento de como está se comportando o mercado do Rio Grande do Norte e não pode dar informações específicas. Mas, de forma geral, o que vem ocasionando uma alta nos preços dos combustíveis é a entressafra da cana-de-açúcar, que provoca uma menor oferta de álcool. O Sindipostos, através de nota oficial, informa não ter qualquer competência para definir ou gerir os preços dos combustíveis. Assim, não pode se posicionar sobre os recentes reajustes do produto no mercado potiguar.

Internet é usada para mobilização: Os consumidores estão se organizando em um movimento de boicote aos postos que estão praticando os preços mais elevados. Um dos meios mais utilizados para divulgar informações sobre os estabelecimentos natalenses vem sendo a internet. Durante toda a quarta-feira, internautas fizeram postagens em blogs e trocaram e-mails relativos aos preços, que eles vêm considerando abusivos.

No rede social de micro blogging Twitter, inúmeros natalenses postaram informações sobre postos nos quais os preços não haviam sido reajustados. Os usuários do miniblog divulgavam o valor que o litro da gasolina estava custando em postos de diferentes regiões da cidade, junto com o endereço ou pontos de referência capazes de fazer com que outros motoristas identificassem o estabelecimento citado e pudessem optar por se dirigir até ele.

Para o diretor do Procon Municipal, Carlos Paiva, a mobilização é a única arma que o consumidor tem para conseguir uma redução nos preços em casos com este. “Iniciativas como essa têm todo o apoio dos órgãos de defesa do consumidor e acredito ser a solução para impedir novos aumentos. Se as pessoas fizerem isso mais vezes, mostrarão que o poder de regular os preços é mesmo do consumidor”, garante o diretor.

Cide para gasolina será reduzida: Brasília (AE) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou ontem a redução em R$ 0,08 da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina, conforme antecipado pela Agência Estado. Com isso, o valor da contribuição cai de R$ 0,23 por litro para R$ 0,15. Mantega disse que a medida visa a contrabalançar o aumento do preço da gasolina decorrente da redução de 25% para 20% da quantidade de álcool presente em sua mistura.

Mantega informou que a redução da Cide também deve levar a uma pequena diminuição média de ICMS, em torno de R$ 0,025. Ele disse que a menor mistura de álcool e a própria elevação no preço do álcool fariam com que o preço da gasolina tivesse um aumento de 4%, o que significaria em torno de R$ 0,10 por litro. A diminuição de Cide e ICMS neutralizará esse aumento do preço final da gasolina. “Mantemos a estabilidade do preço da gasolina”, disse o ministro em entrevista.

Segundo Mantega, a medida valerá a partir da próxima sexta-feira, dia 5, até o dia 30 de abril deste ano, quando também se encerrará a redução da mistura do álcool à gasolina. Mantega ressaltou que a medida terá impacto fiscal estimado em R$ 91 milhões e lembrou que estratégia semelhante já foi adotada em 2008. “Volatilidade não é bom. O objetivo da medida é estabilizar o preço. É uma medida que nós já praticamos”, disse Mantega.

Aumentos nos cmbustíveis irritam consumidores em Natal

19:12 | , ,

Créditos: Jornal de Hoje
Foto: Wellington Rocha (Jornal de Hoje)
Pegos de surpresa. Foi assim que os consumidores se sentiram ao perceber que os preços do álcool e da gasolina haviam sido reajustados ontem. Os dois combustíveis estão, em média, 9% e 5% mais caros, respectivamente. Em alguns postos, no entanto, ainda é possível encontrar os combustíveis com os preços antigos. O reajuste é o segundo em menos de um mês para o álcool. O último foi aplicado na primeira quinzena de janeiro.

A reportagem de O Jornal de Hoje pesquisou alguns postos da cidade, principalmente na zona Sul da cidade, e constatou o aumento em seis, dos doze postos visitados. O preço médio do litro da gasolina praticado nos postos em que o reajuste já está sendo aplicado é de R$ 2,83, o litro. O maior valor encontrado para o derivado de petróleo foi R$ 2,86 e o mais baixo, R$ 2,80. Para o álcool, o preço médio cobrado é de R$ 2,33. O menor valor encontrado foi R$ 2,31, e o mais elevado, R$ 2,35, mas, nesse caso, o reajuste foi aplicado em apenas quatro postos consultados.

Quem pesquisar, ainda poderá encontrar estabelecimentos com o preço antigo. Os oito postos que ainda estão com o preço antigo do litro de álcool, estão vendendo o litro do biocombustível com preços que variam entre R$ 2,06 e R$ 2,09. Quem abastece com gasolina tem menos opções. Seis postos vendem o derivado com preços entre R$ 2,66 e R$ 2,09.

O aumento do preço dos dois combustíveis coincide com a entrada em vigor da portaria dos ministérios da Agricultura, da Fazenda, de Minas e Energia e do Desenvolvimento. No dia 11 de janeiro, os ministérios decidiram que a partir do dia 1º deste mês haveria uma redução do percentual obrigatório de mistura do álcool na gasolina, que passou de 25% para 20%. A decisão tem validade de 90 dias, tempo que seria suficiente para que as usinas de álcool do País possam equilibrar a oferta do produto enquanto reiniciam a colheita da nova safra de cana-de-açúcar, o que deve ocorrer em março. Com a redução da mistura, a oferta de álcool para os veículos aumentará em 300 milhões de litros nesse período.

A reportagem de O Jornal de Hoje entrou em contato com o Sindicato Nacional dos Distribuidores de Combustíveis (Sindicom) no Rio de Janeiro, mas não obteve sucesso ao tentar falar com o seu presidente. Através da assessoria de imprensa, foi informado que, na composição do preço, além da cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em cada Estado, entra também a política de preços das distribuidoras. De fato, o combustível de petróleo tem uma carga tributária maior que o álcool. Sobre a gasolina ainda incidem a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e Pis/Cofins (Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). E segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço dos combustíveis é liberado desde 2002, o que assegura a liberdade às distribuidoras de colocar em prática o reajuste.

Nos postos de combustíveis, os consumidores observavam o valor do dinheiro cair ao perceber que a quantidade de litros comprada não era mais a mesma de antes. "Fui pego de surpresa. Não tem o que fazer. Tem que abastecer", conformou-se o cirurgião dentista Clesito César Fechine. "A questão não é ser abusivo o valor. É um absurdo. Basta falar em aumento do salário mínimo e aumenta tudo", reclamou o motorista Carlos Alberto Salvador. "A gente paga por antecipação. Choveu em São Paulo, afetou a cana, ainda nem tem consequências, mas já aumentou", completou. Já a funcionária pública Nadja Cristina Diógenes afirmou que vai mudar hábitos para economizar. "Não dá para ir almoçar em casa. O valor do combustível não compensa. É sair de casa de manhã e só voltar a noite".

Preços da gasolina e álcool disparam em Natal e resta ao motorista pesquisar

19:08 | , ,

Créditos: DN Online
Álcool, R$ 2,34. Gasolina, R$ 2,83. Os preços se repetem ou variam muito pouco pela cidade. O motorista, alertam entidades de defesa do consumidor, só tem duas opções: rodar mais para achar valores melhores ou reduzir o uso dos combustíveis. E, assim, só resta à população lamentar: "É um absurdo!".

Os novos preços vieram com a redução da quantidade de álcool na gasolina, medida que o governo federal deverá manter, por, no mínimo um mês. Como a tributação sobre a gasolina é maior, sobe o preço. E o álcool está escasso no mercado, devido às chuvas no Centro-Sul. Mas o impacto desse cenário em estados vizinhos não é tão ofensivo aos clientes. Em João Pessoa, por exemplo, o litro do derivado de petróleo pode ser comprado a R$ 2,39 e o álcool a R$ 1,85. Em Recife, R$ 1,99 está entre os preços mais comuns para o etanol e há postos cobrando R$ 1,89. A gasolina também está mais "amigável" na capital pernambucada: R$ 2,59 é um valor comum.

Em Natal, o corretor de seguros Adomiro Júnior também reclamou do preço, principalmente do álcool, que no estabelecimento estava custando R$ 2,31 o litro. Dono de um carro flex, ele diz que há muito tempo não abastece com etanol pelo alto preço e o baixo rendimento. "O Brasil sendo um grande produtor de álcool causa surpresa ter que pagar tão caro", reclamou. Questionado sobre o que achava do aumento, ele reforçou o coro de Henrique: "somos obrigados a aceitar esse absurdo".

Alternativas: O coordenador geral do Procon do Rio Grande do Norte, Alberto Madruga, disse que depois da Lei 9.478/1997, alterada pela Lei 9.990/2000, que estabeleceu o regime de liberdade de preços em toda a cadeia de produção, distribuição e revenda de combustíveis, que não se pode fazer nada sobre a prática. "É uma situação díficil, porque infelizmente o Procon não tem o que fazer com relação a isso. Por não existir tabelamento de preços, os donos de postos podem praticar os valores que quiserem", diz.

O promotor de defesa do consumidor do Rio Grande do Norte, José Augusto Peres, não acredita que os preços caiamantes do final deste mês. Na opinião dele, a única saída do consumidor é reduzir o consumo de combustível, na tentativa de fazer com que os donos de postos abaixem o preço. "Mas em um período como esse, de volta às aulas e retorno ao trabalho, é difícil conseguir reduzir o consumo", assume.

O técnico em informática Henrique Silva de Oliveira vai tentar. Ontem, ele se surpreendeu ao chegar ao posto e ver o litro da gasolina custando R$ 2,81 (um dos valores mais baixos praticados ontem, já que há postos vendendo a R$ 2,83). Dono de um carro e uma moto, ele disse que a partir de agora irá priorizar o uso do veículo de duas rodas, bem mais econômico, para se locomover. "É um absurdo. Nos sentimos lesados sem um órgão que possa controlar. Infelizmente não podemos fazer nada, apenas aceitar", disse indignado.

1 de fevereiro de 2010

O que houve com o Fluminense?

10:44 | , ,

Quem ama futebol e torce pelo Flamengo ou pelo Fluminense viu, ontem (31/01), no Maracanã, uma partida como há muito não se via. Um jogo pra cardíaco, como diz Galvão Bueno. Tensão, alegria, tristeza, lances bonitos, lances ríspidos, oito gols e, no final, os flamenguistas felizes da vida.
Foto: Paulo Sérgio (MSN - Lance)
O primeiro tempo foi todo dos tricolores. Impressionou o domínio que o time de Cuca exerceu sobre os zagueiros do rubro-negro carioca. Álvaro e Angelim não conseguiam fazer nada. Pior foi em cima do lateral improvisado Fierro, que não era coberto por ninguém e quando ia pro ataque, ninguém o ajudava quanto sua posição defensiva. Por isso, os atacantes do Fluminense fizeram o que queriam com a defesa do Flamengo. Não foi a toa que fizeram 3 gols.

Eles poderiam ter definido o jogo ainda no primeiro tempo. Mas tudo começou a ruir quando o Diguinho fez um pênalti que, diga-se de passagem, foi um lance de categorias de base pra baixo do infantil. Foi inadmissível o pênalti que ele cometeu sobre o Juan, lateral-esquerdo do Flamengo. Com 2X0 no placar e com um jogador a mais no segundo tempo quase todo, tava de bom tamanho pro Fluminense terminar o primeiro tempo com esse placar.

Essa penalidade máxima deu um estímulo ao Andrade que fez uma sacada de mestre e revolucionou o seu time. O Petkovic tava cansado e, com a idade (37), ficou mais evidente ainda que ele não faria mais nada naquele jogo, ainda por cima com a marcação que era exercida sobre ele. Com isso, entrou em seu lugar o Vinícius Pacheco, o Williams foi fazer a cobertura do Fierro na lateral e o Love foi recuado pro meio, deixando o Adriano isolado na área do Fluminense. Meu caro leitor, o time das Laranjeiras acabou completamente!
Foto: Bruno Lima (MSN - Lance)
A defesa ficou vendida e não conseguiu fazer mais nada. Com 8 minutos, o Flamengo fez dois gols em lances muito rápidos e de grande força física, como o de Wagner Love. Então, os atacantes flamenguistas resolveram dar um refresco a defesa do Fluminense, com mais posse de bola e mais troca de passes, organizando de vez o time. E, pra terminar de acabar com o time apático das laranjeiras, o Fierro saiu para dar lugar a David e o Adriano foi fazer a festa na área tricolor. Sem marcação alguma e com vantagem física evidente, o Imperador causou um frenesi como não via há algum tempo, nem na conquista do título brasileiro, na torcida do Flamengo. Claro, os tricolores ficaram incrédulos com o que viam e talvez continuem assim, pois pra se recuperar de uma derrota dessas vai demorar. 

E segue o Campeonato Carioca. Com belos jogos, com muita coisa boa pra falar por aí nas rodas de amigos, no blog também (Claro...) e, com o melhor de todos os assuntos: O reino absoluto da paz nos estádios brasileiros. Vamos assistir o futebol em harmonia e paz!