11 de agosto de 2011

Assalto, roubalheira, corrupção, lucro, cartel...

17:37 | , ,

Bom, por conta de um compromisso inadiável que tomará todo o meu tempo na sexta-feira, estou antecipando a postagem do "Fatos e Opiniões", que, por sinal, está reprisando hoje o texto publicado em 08 de abril, sobre a incerteza e os aumentos dos combustíveis. O texto volta por conta de um dado novo sobre o assunto. Boa leitura!

Segunda-feira sempre é um dia que muitos não gostam. Mas, a desta semana foi indigesta para todos os motoristas que, como eu, dependem de seu carro para resolver seus problemas ou ir trabalhar. O natalense foi surpreendido por um aumento absurdo nas bombas de gasolina nos postos de combustíveis da região metropolitana.

Foto: Rodrigo Sena (Tribuna do Norte)
Segundo o Sindicato dos donos dos postos, o aumento se deu pelo acréscimo de 2% no ICMS estadual, que passou a ser cobrado neste mês, além da entressafra da cana-de-açúcar (componente da gasolina). Mas, isso justifica um aumento de mais de R$ 0,20?

Para você ter uma idéia, há relatos nas redes sociais e na imprensa de que há postos que estão cobrando R$ 2,99 / litro de gasolina comum e R$ 3,04 no litro de gasolina aditivada! Isto é um grande assalto, tendo em vista que, no início do ano, o posto mais caro cobrava R$ 2,69 / litro e, antes do reajuste, o preço estava na média de R$ 2,75. Surreal!

Além disso, em um dos posts abaixo, é dada a informação de que o combustível repassado para as bombas, sobretudo o diesel, é bastante poluente. O tipo do comubstível encaminhado para cá é considerado o mais poluente produzido - tipo similar é usado em navios.

Para terminar de acabar, é de conhecimento de todos - inclusive do Sindicato e das distribuidoras - que o RN é um dos grandes produtores de petróleo do país. Então, porque João Pessoa, a quase 160 km daqui, e que é capital de um Estado que não produz uma única gota de petróleo, tem em seus postos de combustível de bairros nobres e das estradas a gasolina cerca de 50 centavos mais barata?

Com esse reajuste mal explicado, está provado, mais uma vez, que há a prática de cartel na rede de postos e que há intimidação aos órgãos fiscalizadores e a justiça para coibir tal prática. Em quase todos os postos, os preços estão entre R$ 2,95 e R$ 2,99, o que já caracteriza a prática desrepeitosa e ilegal de pouca concorrência. Enquanto essa intimidação e esse "poder" permanecerem, os motoristas ficarão de mãos atadas e pagando mais caro pelo combustível.

Só que sei que, infelizmente, o nosso comodismo não vai nos deixar fazer uma campanha de conscientização e boicote a alguns postos e/ou distribuidoras. O povo só fala, não faz. Em casos como esse, é preciso retirar a b... da cadeira e protestar - não pelo Twitter, Facebook ou Orkut: pessoalmente -, pois é inadmissível tal abuso. Temos de cobrar nossos direitos! Se a justiça não faz, a sociedade tem por onde fazer sua parte e deixar de dar o grande lucro que os donos de postos tem atualmente.

Agora é sua vez. Faça sua parte. Não abasteça nos postos mais caros. Pesquise, pois preço baixo em um componente essencial é obrigação, e não reivindicação.

Preço volta a níveis de dezembro

17:37 | , ,

Créditos: Tribuna do Norte

Foto: Júnior Santos (Tribuna do Norte)
A margem de lucro bruta dos postos de combustíveis em Natal caiu de 28% a 30% nos últimos quatro meses. A variação foi calculada pelo economista Aldemir Freire, chefe do IBGE/RN, e confirmada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos/RN). Apesar da queda, Natal ainda fica bem atrás da vizinha João Pessoa. Segundo Júnior Rocha, presidente do Sindicato, de cada litro de combustível vendido atualmente, 10% do valor (R$ 0,28) ficam com os donos dos postos. Em João Pessoa, os postos ficam com R$ 0,19. Antes da queda, este porcentual ficava em torno de 14%, em Natal. O principal reflexo da queda da margem de lucro é o barateamento dos combustíveis nas bombas.

O preço da gasolina comum, por exemplo, caiu 0,23% na última quinzena, passando de R$ 2,674 para R$ 2,668, segundo o último levantamento realizado pelo Procon municipal. Este é o valor mais baixo desde dezembro de 2010, quando o litro da gasolina comum custava R$ 2,674.  A tendência, entretanto, é de alta tanto nos preços quanto na margem de lucro, como afirma Júnior Rocha. O barateamento do combustível, segundo ele, é momentâneo. O preço vai subir. "Só não sei precisar quando", admite Júnior Rocha.

Para o economista Aldemir Freire, que publicou um post sobre o assunto em seu blog na última terça-feira, a redução da margem foi reflexo da pressão exercida pela mobilização dos consumidores, que começou nas redes sociais e rapidamente tomou as ruas de capital potiguar. "Em fins de janeiro deste ano até meados de fevereiro, antes portanto do movimento de elevação dos preços da gasolina, as margens dos postos de Natal nesse combustível era de R$ 0,42. No auge do aumento dos preços, entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira quinzena de abril, essas margens subiram para R$ 0,49. Com a queda dos preços dos combustíveis a partir da reação dos consumidores e da normalização da oferta de álcool, a margem dos postos veio para o patamar de R$ 0,35. O mais interessante desses números é podermos identificar que a movimentação dos consumidores produziu um efeito no mercado local de combustíveis para além da redução produzida pela normalidade da oferta de álcool. Isso pode ser constatado justamente pela queda das margens dos postos", publica em seu blog.

Júnior Rocha, do Sindipostos, relembra que não foram só os natalenses que protestaram contra a elevação do preço dos combustíveis. "A mobilização ocorreu no Brasil como um todo". Diante disso, afirma Júnior, todos cederam um pouco. "Donos de postos, usinas, governo, distribuidoras". Para Aldemir, "não pode haver outra razão para essa retração das margens dos postos que não aquela oriunda das pressões dos consumidores".

Com a queda na margem de lucro bruta, no entanto, os postos estariam trabalhando no 'limite'. De acordo com o presidente do Sindicato, os empresários tiveram de rever suas planilhas e cortar alguns gastos para evitar prejuízos. "Tem gente que funcionava 24 horas e hoje está fechando às 22h. Tem gente que recebia cartão de crédito e não está mais recebendo", relata. "Os postos estão trabalhando com uma margem apertada. Alguns no limite de sua rentabilidade. Outros  no prejuízo", relata. Aldemir complementa: "uma queda das margens dos postos de gasolina significa que, na prática, os proprietários assumiram parte de aumento concedido pelas distribuidoras e reduziram suas margens de lucros (ou cortaram custos para assumir esses preços das distribuidoras em um patamar mais elevado)".  A TN tentou entrar em contato com os representantes nacionais do setor, mas não obteve êxito.

8 de agosto de 2011

Futebol não é local de baladeiro

11:50 | , ,

Todos nós sabemos que o futebol também tem seu lado de "celebridade". Os atletas mais conhecidos sempre são alvos de revistas de entretenimento por conta de sua vida particular. Nessas, um lado prejudicial do futebol é revelado: a badalação.

Foto: André Teixeira (Jornal O Globo / Jornal Extra)
Na semana passada, diferentemente do esperado, um jornal de grande circulação deu esse tipo de notícia. Porém, com o mesmo conteúdo. Com exclusividade, o jornal "Extra", um dos mais conhecidos e vendidos do Rio de Janeiro, noticiou que o atacante Fred, do Fluminense, ídolo atual e capitão do time, flagrou o jogador, em véspera de partida, se embebedando em um bar próximo da sua casa. Na ocasião, torcedores do Fluminense foram tirar satisfações e cobrar mais responsabilidade.

Infelizmente, o profissionalismo no futebol, há anos, foi deixado de lado. Os clubes devem cobrar mais empenho de seus jogadores em todos os aspectos - inclusive no aspecto pessoal, se cuidando quando não estão jogando. Badalação na madrugada e bebida alcóolica não combinam com futebol. Jogadores de alto nível precisam muito serem cobrados nesse aspecto.

Porém, os torcedores devem, também, ter bom senso na hora da cobrança. Tem vezes que o jogador deve ter sua vida pessoal preservada, sem torcida por perto pra cobrar o profissionalismo. A cobrança da torcida deve ser feita nas arquibancadas, dentro do estádio. Fora disso, nem pensar.

Espero que, depois desse caso, o Fred pense mais no futebol do que na sua balada. Que fique de lição para todos que estão começando. Um exemplo desses não pode ser seguido nunca.

'Não me sinto seguro de jogar aqui. Minha ideia é sair’, diz Fred

11:50 | , ,

Créditos: Jornal Extra (RJ)

Depois de dois dias de silêncio, o atacante Fred falou pela primeira vez sobre o episódio com os torcedores do Fluminense na madrugada de quarta-feira. O jogador chegou por volta das 10h05min dirigindo o próprio carro, ao lado do assessor e do irmão. Foi até o vestiário para colocar uma camisa do time e voltou para a entrevista, que durou cerca de 35 minutos.

Foto: André Teixeira (Jornal O Globo / Jornal Extra)
Tratando os torcedores como "marginais", o camisa 9 reclamou da insegurança que o cerca no Fluminense. Ele foi taxativo ao afirmar que se o Tricolor não providenciar e privar pela sua segurança, não irá permanecer no clube. Porém, garantiu que não irá jogar em nenhum outro time do Brasil.

- Não me sinto mais seguro aqui. Tudo aconteceu logo depois da goleada sobre o Ceará, no domingo. Quatro torcedores foram na frente da minha casa, me ameaçaram em frente a minha filha e da minha família. Isso é inadmissível. Eles não são torcedores, são marginais e não lido com esse tipo de gente. A minha tolerância é zero – falou.

Sobre a possibilidade de permanecer no clube, Fred afirmou que irá decidir durante o tempo que estará com a seleção brasileira. O jogador, que se apresenta neste domingo, afirmou que conversou com o técnico Mano Menezes, que o tranquilizou sobre a situação. Assim como o técnico Abel Braga, que deu todo apoio à ele.

- Ainda não sei o que vou fazer, mas não descarto a possibilidade de sair. Vai ser difícil continuar no Fluminense dessa maneira, sem segurança. Mas posso garantir que nenhum clube me procurou até agora. E, se eu realmente sair, seria para um clube do exterior e não no Brasil. Tenho um contrato de cinco anos com o Fluminense e gostaria de cumpri-lo. Mas com esta situação será difícil – afirmou.

Episódio com torcedores: Na madrugada de quarta-feira, Fred estava acompanhado do atacante Rafael Moura, dois amigos e quatro mulheres, em um bar no Arpoador, quando 60 doses de caipisaquês foram consumidas.

O atacante, então, notou a presença de torcedores na porta. De imediato, tratou de pagar a conta e entrou na sua BMW. Rafael Moura pegou sua Land Rover. Na tentativa de dar uma volta no grupo, os dois percorreram ruas de Ipanema antes de tomar o destino da Barra da Tijuca.

– Na terça-feira, por volta de 1h30 da manhã, tinha um dos caras que falaram comigo no domingo no mesmo restaurante, falando ao telefone. Eu expliquei aos meus amigos e entrei no carro rapidamente, e depois eles começaram a nos seguir. Corri um pouco, fui para a casa do Rafael Moura e dormi lá. Já prestei queixa na delegacia. Como cidadão, é o que eu tinha de fazer. No momento em que eu não tiver segurança para trabalhar, eu não vou ficar. Se continuar esse tipo de situação, gostaria de sair do Rio – afrmou.

Na entrevista coletiva que concedeu, Fred atacou o EXTRA e o repórter Caio Barbosa, autor da matéria que relata a perseguição do jogador por torcedores na noite carioca. O jogador acusa a imprensa de incentivar a violência contra os atletas.

Torcida Organizada do Fluminense coloca Fred para correr de bar no Arpoador

11:50 | , ,


A desregrada vida noturna do atacante Fred está de volta à pauta tricolor. Na madrugada de ontem, o jogador foi flagrado por torcedores bebendo no Astor, famoso bar no Arpoador, ao lado de Rafael Moura, dois amigos, e quatro lindas acompanhantes, sendo duas louras e duas morenas.

Foto: Marcos Alves (Agência O Globo / Jornal Extra)
O jogador, que prometeu fazer 60 gols pelo Fluminense na última temporada (fez apenas 18) e passou a maior parte do ano no departamento médico, consumiu com seus amigos, em pouco mais de 90 minutos — entre meia-noite e duas da manhã —, mais de 60 caipisaquês (R$ 16,50 cada), picadinhos (R$ 36), espaguete (R$ 36) e o tradicional tira-gosto do bar: besteiras à milanesa (R$ 31).

O consumo frenético chamou a atenção dos frequentadores do bar e, em pouco tempo, diretores da Young Flu, principal torcida organizada do clube, apareceram para reclamar.

— Não entendemos nada, porque no domingo a gente tinha conversado com ele, e o papo foi ótimo. Ele reconheceu que, nos primeiros seis meses no Fluminense, se dedicou mais à putaria do que ao clube, mas disse que estava tranquilo, que tinha amadurecido e estava focado — disse Leandro Carvalho, presidente da torcida.

Perseguição na Vieira Souto: Ao avistar os torcedores na porta do bar, Fred tratou de fechar a conta e ir para sua casa, a alguns metros dali. Mas era apenas uma tentativa de despistar a galera.

Fred, em sua BMW X6 preta, e Rafael Moura, num Land Rover preto, fingiram uma volta para casa e saíram em disparada pelas ruas de Ipanema, em altíssima velocidade, em direção à Barra da Tijuca, deixando o Fiesta ocupado pelos torcedores, literalmente, na pista.

A atitude dos atacantes Fred e Rafael Moura deixou o técnico Abel Braga e o vice de futebol Sandro Lima estarrecidos, já que horas antes da bebedeira o treinador havia conversado com os mesmos torcedores, garantindo a eles que o comportamento do atacante havia mudado. O treinador chegou a levar as mãos à cabeça ao tomar conhecimento do ocorrido.

Abel e Sandrão preferiram não se pronunciar a respeito, e ontem se limitaram a dizer que vão conversar com os atletas para resolver o problema internamente. Enquanto isso, a vigília será mantida.

— Ele trocou ideia com a gente e, dois dias depois, fugiu. Se não estivesse fazendo nada de errado, era só chegar e falar. Parece que os seis meses de putaria ainda continuam. Acho que ele está devendo, vivendo da boa fase de 2009 quando ajudou o Fluminense a escapar do rebaixamento. Foi importante, mas vamos combinar que isso é muito pouco — criticou Leandro Carvalho.