9 de agosto de 2010

Picuínha desnecessária

20:56 | , ,

Foto: AFP / R7
Estamos vendo nas últimas semanas uma "guerra fria" que, sinceramente, me desagrada. É a troca de farpas entre Colômbia e Venezuela por causa de um possível ataque militar colombiano ao país de Hugo Chávez.

Olha, nunca vi uma guerra por causa de um motivo que considero fútil. Mas antes, é bom lhe explicar o que acontece: Desde o início do ano, o então presidente colombiano, Álvaro Uribe, fecha acordos com as forças armadas dos Estados Unidos para que os conterrâneos do Tio Sam façam exercícios militares e utilizem da maneira que quiser bases militares da Colômbia. Chávez, que é contra qualquer coisa que os americanos façam (Exceto comprar seu petróleo) reclamou desse acordo. Então, começaram as farpas...

Ei, não entendo como a intromissão desnecessária em algum assunto pode provocar tanto falatório e até uma guerra. Ora, se a Colômbia quer que os norte-americanos façam exercícios militares em seu país, não tem pra quê outro presidente, que se diz contra esses princípios, querer forçar o vizinho a revogar tal acordo. Chávez, deixe isso para lá. Se preocupe com seu país, que vende petróleo há bastante tempo. Se preocupe com outras coisas, mas não em assuntos internos de outros países.

Vamos esperar a reunião desta terça para ver se a "Guerra fria" da América do Sul acabe, pois precisamos de paz por aqui. Enquanto isso, vamos ver se Lula continua preocupado em mediar o conflito ou se volta para nossa segurança pública que está um caos...

Chávez e Santos devem se reunir na terça para tratar de crise diplomática

20:42 | , ,

Créditos: G1
Foto: Reuters / G1
Os presidentes de Venezuela e Colômbia, Hugo Chávez e Juan Manuel Santos, irão se reunir na próxima terça-feira (10) em Bogotá para tentar resolver a disputa diplomática entre os dois países.

A reunião foi anunciada pelos chanceleres Maria Anglea Holguin, da Colômbia, e Nicolás Maduro, da Venezuela, que se encontraram neste domingo.

Holguín e Maduro se reuniram por cerca de três horas. A colombiana qualificou a conversa como "um primeiro passo" para o reestabelecimento das relações bilaterais.

"Foi um diálogo franco e direto com o objetivo de os dois países reestabelecerem as relações com transparência", completou.

Chávez rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia em 22 de julho, como reação à denúncia que o governo colombiano do ex-presidente Alvaro Uribe apresentou na Organização de Estados Americanos (OEA) sobre a suposta tolerância de Caracas à presença de guerrilheiros colombianos no território da Venezuela.

Chávez já havia dito neste sábado estar disposto a se reunir com Santos e "virar a página" do conflito com a Colômbia. "Estou disposto a virar a página e olhar para o futuro. Estou disposto, presidente Santos", disse Chávez em um ato político, transmitido pela emissora estatal VTV.

Sem guerra: Em seu discurso de posse, neste sábado, o novo presidente da Colômbia descartou a possibilidade de um conflito com a vizinha Venezuela. "A palavra guerra não está em meu dicionário quando penso na relação da Colômbia com seus vizinhos ou com qualquer nação do planeta", discursou.

Santos afirmou que espera restabelecer relações com os vizinhos venezuelanos e equatorianos por meio de "diálogo direto" o quanto antes, e que, quem fala em guerra, nunca teve a responsabilidade de, como ele já teve, enviar soldados a combate.

Colômbia e Venezuela iniciam nova fase das relações, diz chanceler

20:39 | , ,

Créditos: G1
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, prevê "coisas positivas" no futuro das relações diplomáticas com a Colômbia a propósito da posse de Juan Manuel Santos como novo presidente colombiano, segundo comunicado oficial.

"Colômbia e Venezuela podem esperar coisas positivas", disse Maduro na capital colombiana, citado no texto oficial.

"Os governos das repúblicas de Venezuela e Colômbia iniciam uma nova fase das relações diplomáticas após a posse de Juan Manuel Santos como presidente da nação", diz o comunicado da chanceleria venezuelana.

Em sua chegada a Bogotá, para onde viajou neste sábado, Maduro transmitiu uma "mensagem de amor e de futuro" da parte do presidente Hugo Chávez, que se mostrou "otimista" na sexta-feira sobre uma possível solução para a crise bilateral com a Colômbia.

Caracas rompeu as relações com Bogotá em 22 de julho, depois que o governo do ex-presidente Alvaro Uribe denunciou que guerrilheiros colombianos estariam escondidos nesse país.

Santos assume presidência da Colômbia e busca diálogo com Venezuela

20:32 | , ,

Créditos: G1
Juan Manuel Santos fez juramento neste sábado como novo presidente da Colômbia para o período 2010-2014 e pediu diálogo direto para recompor as relações com a Venezuela, prometendo um governo de unidade que buscará a igualdade social.

"Juro diante de Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia", disse Santos, um líder de direita de 58 anos que foi ministro da Defesa do governo de seu antecessor, Alvaro Uribe.

Em seu discurso de posse, Santos pediu à Venezuela um diálogo "franco e direto, com respeito mútuo, cooperação recíproca e firmeza contra a criminalidade".

A Venezuela rompeu relações com a Colômbia em 22 de julho, depois de Bogotá ter denunciado que guerrilheiros colombianos estariam escondidos nesse país, o que é negado por Caracas.

"Assim como não reconheço inimigos na política nacional, não o faço no exterior. A palavra guerra não está no meu dicionário", disse Santos, que durante estas duas semanas de crescentes tensões guardou silêncio absoluto.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, compareceu à cerimônia de posse, em um gesto positivo do governo do presidente Hugo Chávez a Santos.

Também participou do evento o presidente equatoriano, Rafael Correa, no que se constitui sua primeira visita à Colômbia desde que em março de 2008 as relações entre os dois países foram rompidas, depois que as forças militares colombianas bombardearam um acampamento da guerrilha Farc em seu território.

Essa ação, ordenada pelo próprio Santos quando era ministro da Defesa, gerou uma acusação penal no Equador, onde um juiz o acusa de assassinato, apesar de a posse de hoje dar-lhe imunidade.

Os vínculos com o Equador foram reestabelecidos no nível de encarregados de negócios em novembro de 2009.

Santos prometeu um groverno de "unidade nacional" na busca pela "prosperidade social para todos os colombianos".

"Chegou a hora de os bens naturais, que nos foram dados com tanta abundância, não sejam privilégio de poucos, mas que estejam ao alcance de muitas mãos", disse, ao mencionar a pobreza, que na Colômbia alcança 46%.

"Não vamos falhar com os pobres. Trabalharemos para diminuir a pobreza com a mesma força e compromisso com a qual combatemos e continuaremos combatendo o terrorismo", prometeu o novo presidente, fixando a meta de reduzir a taxa de desemprego atual (12%) para um dígito.

Santos disse também que seu governo se esforçará para devolver aos camponeses as terras das quais os grupos criminosos se apoderaram, como o narcotráfico, os paramilitares e a guerrilha.

Sobre as Farc, o presidente ofereceu diálogo caso estas abandonem a violência e interrompam os sequestros.

"Aos grupos armados ilegais que invocam razões políticas e hoje falam mais uma vez em diálogo, digo que meu governo estará aberto a qualquer conversa que busque a erradicação da violência e a construção de uma sociedade mais próspera, equitativa e justa", disse Santos.

O presidente afirmou que o eventual diálogo deve ocorrer "sobre as premissas inalteráveis da renúncia às armas, ao sequestro, à extorsão, ao narcotráfico e à intimidação", em resposta a um vídeo de Alfonso Cano, o chefe máximo dessa guerrilha, que há uma semana pediu a Santos dar início a negociações de paz.

Santos, acompanhado de sua mulher María Clemencia e de seus três filhos adolescentes, foi juramentado pelo presidente do Congresso, Armando Benedetti, nas escadarias do Palácio Legislativo. Pouco antes da cerimônia, participou de uma missa em Bogotá.

Entre os presidentes estrangeiros que foram ao evento, estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do México, Felipe Calderón, da Argentina, Cristina Kirchner, do Equador, Rafael Correa, do Peru, Alan Garcia, e do Uruguai, José Mujica, além do herdeiro da coroa espanhola, Felipe de Bourbon.

Chávez anuncia rompimento de relações da Venezuela com Colômbia

20:25 | , ,

Créditos: G1
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu nesta quinta-feira as relações diplomáticas com a vizinha Colômbia, após Bogotá apresentar supostas provas de que guerrilheiros colombianos estariam escondidos no território venezuelano.

O líder da Venezuela se disse vítima de uma "agressão" inspirada pelos Estados Unidos, e anunciou "alerta máximo" na fronteira.

"Não temos outra escolha senão, por dignidade, romper totalmente as nossas relações com a nação irmã da Colômbia", disse Chávez ao vivo pela televisão, ao receber uma visita do ídolo argentino Diego Maradona.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse que determinou o fechamento da embaixada da Venezuela em Bogotá e deu um prazo de 72 horas para a missão diplomática da Colômbia deixar seu país.

As relações bilaterais já eram tensas nos últimos anos. Chávez anunciou o rompimento dos laços depois de a Colômbia apresentar à Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, fotos e mapas que disse indicarem a presença de 1.500 rebeldes colombianos em uma série de acampamentos nas selvas e savanas venezuelanas.

Chávez qualificou de "enlouquecido" o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que deixa o cargo em 7 de agosto, e disse que os Estados Unidos o incitaram a atacar a Venezuela. Acrescentou, no entanto, que espera a normalização das relações após a posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Relações hostis: No ano passado, Chávez já havia suspendido o comércio com a Colômbia em protesto a um acordo militar entre Bogotá e Washington, que ele viu como uma ameaça à sua soberania.

Na reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA, o embaixador da Colômbia, Luis Alfonso Hoyos, acusou o governo Chávez de tolerar a presença de rebeldes responsáveis por homicídios, sequestros e narcotráfico em ambos os lados da fronteira.

"O continente não pode permitir que este pesadelo se espalhe", disse ele, exigindo que a Venezuela autorize a entrada de uma comissão internacional e de jornalistas para inspecionar os 87 locais onde os rebeldes estariam escondidos.

O embaixador da Venezuela, Roy Chaderton, disse que "não há evidência, não há prova. Essas são fotos tiradas sei lá onde", afirmou.

Denúncia de acampamentos rebeldes: A Colômbia já havia anunciado que levaria provas à OEA, e Chávez tem qualificado as acusações de "patéticas", acusando Uribe de tentar piorar as relações antes da posse de seu sucessor.

Hoyos mostrou uma série de fotos e vídeos em que supostos líderes e integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) aparecem relaxados, assando porcos e tocando música num acampamento que ele disse ser no território venezuelano.

"Os fatos nas últimas semanas mostram que riscos reais estão se materializando devido à presença consolidada, ativa e crescente desses grupos terroristas na Venezuela", afirmou o diplomata.

De acordo com ele, Caracas "tolera a presença desses grupos, não toma medidas contra eles." Acrescentou que os rebeldes chegavam a estar acompanhados de membros da Guarda Nacional da Venezuela.

Ainda segundo Hoyos, em junho e julho rebeldes das Farc realizaram novos ataques a partir do lado venezuelano. Ele mostrou fotos de supostas vítimas civis e militares das ações.