12 de março de 2010

Rubinho aposta em temporada equilibrada e mais ultrapassagens com novas regras

09:27 | , , ,

Créditos: Globoesporte.com
Foto: Globoesporte.com
Grande mudança na Fórmula 1 em 2010, as corridas sem reabastecimento não são novidade para Rubens Barrichello. Afinal, apenas ele e Michael Schumacher já participaram de provas neste formato antes de 1994. O atual piloto da Williams acha que o campeonato deste ano será bastante equilibrado, já que os desempenhos das equipes foram muito parecidos nos testes de pré-temporada.

- Acho que o campeonato nunca esteve tão aberto. Em 1993, você tinha uma Williams muito à frente e uma McLaren com Ayrton Senna, que tentava ser rápido mesmo com um carro inferior. Naquela época, você também tinha muito combustível no carro. No ano passado, as variações de gasolina eram de 50, 60 quilos no máximo durante uma corrida. Agora estamos falando de 10 a 170. E isso pode acrescentar cinco segundos ao seu tempo. Será muito bom ter este tipo de desafio - diz.

O brasileiro acha que a diferença de combustível e de desempenho após as trocas de pneus provocará mais ultrapassagens em 2010. Barrichello acredita em diferenças de mais de um segundo entre os carros nestes momentos das corridas.

- Teremos carros que serão melhores com mais combustível e vice-versa. Com isso, o grid ficará mais misturado, o proporcionará mais ultrapassagens. Espero que isto aconteça mesmo. Dependerá do tráfego, mas pelo menos nas duas primeiras voltas após um pit stop, o piloto terá condições de tentar uma manobra, porque a diferença de ritmo será maior que um segundo, pelo menos.

8 de março de 2010

Mulher: Sexo frágil? Não!

13:38 | , , ,

Imagem: USP
8 de março. Quando chega essa data, o mundo olha com outros olhos para elas. As mulheres, que de vez em quando estão no centro das atenções, ganharam um dia só pra elas. Data essa bastante merecida, pois elas batalham muito pra conseguir seus objetivos.

A mulher é muito discriminada em alguns meios sociais. Já em outros ela é melhor vista que nós homens e tem melhor posição social. Nesses meios que a mulher tem mais destaque, aplaudo quem dá esse destaque, uma vez que o dito "sexo frágil" tem mais força que o homem naquele meio. Mas, porque isso não acontece em todo lugar?

Lhe respondo: Inveja. Isso mesmo, tem muito homem por aí que é muito invejoso vendo o que a mulher já alcançou na história da humanidade. Mulheres lutaram, por exemplo, pelo direito a voto, ajudaram no cangaço, trabalham no pesado... Se eu for citar as conquistas das mulheres, a caixa de texto do servidor deste blog estará abarrotada e o resto do texto não vai entrar no post.

Além disso, o preconceito, mesmo no século 2, contra as mulheres ainda é bastante evidente, sobretudo no mercado de trabalho. Onde já se viu dois seres humanos, só de sexos diferentes e com mesma capacidade física/mental/intelectual, ganharem salários absurdamente diferentes apenas pela diferença de sexo. É lamentável que ainda existam patrões que tenham esse tipo de pensamento retroativo ao tempo das cavernas.

Nós homens temos de, pelo menos uma vez, nos render a elas. E não é só no 8 de março não: Tem de ser em qualquer dia do ano. Já que não temos o dia dos homens, pelo menos vamos dar valor as mulheres por um dia, valor esse que deve ser estendido pelo ano inteiro.

Este post é dedicado a aniversariante de hoje, a saudosa e rainha da TV, Hebe Camargo. 81 anos de luta, força e perseverança. Parabéns, Hebe! Força!!!

Celebração do Dia da Mulher completa 100 anos

13:36 | , , ,

Em 1910, foi instituído o Dia da Mulher, 8 de março. Cem anos depois, ainda há muito pelo que lutar, segundo especialistas ouvidas pela UnB Agência. “No imaginário social de hoje, as mulheres persistem inexistentes na memória histórica, em termos de poder, criação, ação. Apenas com a história social das mulheres, desenvolvida pelas feministas, é que se percebe o imenso abismo onde foram jogadas as mulheres, para melhor desaparecerem", afirma a professora Tânia Navarro Swain, do Departamento de História da UnB.

"Encontramos artistas, poetas, escritoras, pintoras, musicistas, rainhas, suseranas, guerreiras, que foram simplesmente apagadas da história e da memória social”, lembra. A professora Tânia Montoro, da Faculdade de Comunicação, complementa: “Conhecemos muito pouco as nossas cientistas mulheres. A ciência também foi feita de descobertas femininas”.

Para comemorar os 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o Decanato de Extensão (DEX) da UnB e os departamentos de Saúde Coletiva e de Enfermagem promovem palestra da professora Daphne Rattner, que fará um panorama histórico das lutas e conquistas das mulheres no último século. A iniciativa tem o apoio da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (ReHuna) e do grupo Ciranda de Mulheres. Na ocasião, também será exibido o vídeo Prazer no Parto (veja lateral).

Daphne explica a importância de trazer o debate sobre as questões de gênero para o ambiente acadêmico: “Em primeiro lugar, as mulheres são maioria na universidade. É importante conhecer a história de lutas e conquistas femininas para perceber que há muito o que comemorar", diz. "Considero que se vive numa época privilegiada para ser mulher. Ainda há diferenças, mas há muitas conquistas que não podem passar em branco”.

Ditadura do Corpo: Para a pesquisadora Tânia Fontenele, um dos desafios a serem enfrentados é a cobrança social em relação à estética das mulheres. Ela explica que essa preocupação está além do corpo e da saúde. “Lamento isso porque num país tão diverso como o nosso, o padrão de beleza é pesar 45 kg, ter o cabelo loiro e liso, olhos azuis. É um padrão cruel e limitante”, reclama.

Tânia Montoro acredita que os meios de comunicação ainda são muito machistas. “Ao invés da ditadura do patricarcado, vivemos a ditadura do corpo. Num país de multiculturalismos racial e genético, o padrão de beleza deixa de fora negras, indígenas, imigrantes e qualquer outra mulher que não tiver esse padrão”, explica. Ela diz que as indústrias farmacêutica, de cosméticos e cultural promovem um excessivo consumo da beleza, criando mulheres com problemas como bulimia, anorexia e depressão profunda. E aponta a ausência da mulher madura, com mais de 50 anos, nos meios de comunicação. “É como se a função social da mulher acabasse com o fim da fase reprodutora”, diz.

Violência: Ana Liési Thurler, doutora em Sociologia pela UnB, acredita que as relações de gênero ainda determinam a condição da mulher na sociedade atual. “A violência não é um detalhe na história da mulher, é um marcador nas relações de gênero”. Helenice Gama Dias de Lima, psicóloga do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, conta que a violência contra a mulher é real e sempre existiu. A diferença é a punição ao agressor. “Hoje, a violência é crime. A minha experiência tem me mostrado que as mulheres estão mais encorajadas a denunciar. Antes o agressor não sentia a ressonância do ato dele”, explica.

“A violência contra as mulheres só diminui na medida da conscientização e da resistência dos movimentos das mulheres, das feministas, daquelas que não aceitam a dominação da metade da população pela outra metade, pela simples representação social de inferioridade que é marca da definição das mulheres enquanto tais”, explica Tânia Navarro. “O século XXI tem um caminho enorme a ser percorrido para que as mulheres deixem de ser cidadãs de segunda classe ou vistas apenas como carne a ser consumida, com parâmetros bem definidos de beleza e disponibilidade”.

Mulheres se inscrevem em curso para serem pedreiras

13:31 | , ,

Créditos: Nominuto.com
Foto: Túlio Duarte
Nada de curso de manicure, cabeleireira, costureira ou culinária. A jovem Ruth Silva de Carvalho, de 20 anos, quis mesmo foi ser pedreira. “Gosto de provar que mesmo diante das dificuldades sou capaz. A mulher é capaz de estar em um canteiro de obras. Sou apaixonada pelo que faço”, disse.

Ruth é aluna concluinte do curso de assistente de obras do Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço, em Felipe Camarão, durante a tarde. Pela manhã a jovem trabalha como pedreira em uma empresa de construção civil.

“Trabalho com cerca de 90 homens dentro de um canteiro de obra e só eu de mulher. Eles acham que mulheres não podem pegar em peso, porque são sensíveis. Mas depende de cada uma conquistar seu espaço e respeito”, contou a jovem, que antes mesmo de concluir o curso já possui a carteira de trabalho assinada.

Mas ela quer mais. Ruth sonha e em seus sonhos aparecem o curso de engenharia civil e o comando em uma obra. “Pretendo fazer engenharia. Essa é uma área extensa, que tem empregos. Vai depender de minha capacidade, de meu esforço, da superação dos desafios. E quem sabe não tenho a oportunidade de participar da construção do ‘Arena das Dunas’”.

E se é de tijolo em tijolo que um compartimento é construído. Também é verdadeiro dizer que é de curso em curso que a jovem Aurélia Barbosa, de 20 anos, edifica seu sonho de um dia ser arquiteta. Aurélia já fez o curso de pintora e, em seguida, resolveu ser pedreira, se matriculando no curso de assistente de obras.

A dupla jornada conquistada por Ruth é a mesma de Aurélia, que trabalha em um turno e estuda em outro. No canteiro de obras ela divide espaço com aproximadamente 67 homens. A presença feminina chega a contrastar neste cenário, que aos poucos vai se modificando.

Ruth e Aurélia, jovens que transformam ambientes e conquistam, a cada dia, lugares em uma área dominada pela presença masculina. “Nas obras a gente vê mulheres engenheiras ou técnicas em segurança do trabalho, pedreira é mais raro. Mas, aos poucos, eles vão se acostumando com a presença da mulher, que pensa melhor e é mais detalhista”, brincou Aurélia.

De acordo com a supervisora pedagógica do curso, Heloisa Beatriz Melo, Aurélia tem razão. “As empresas já vêem a mulher nessa área com bons olhos. Tanto é que, atualmente, quando elas terminam o curso são as primeiras a serem contratadas. Isso se deve ao fato delas serem criteriosas, responsáveis, detalhistas, fazerem o serviço bem feito e com aquele toque feminino”, contou a supervisora.

O curso: O curso de assistente de obras (pedreiro) do Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço começou em 2003 e funciona na Rua Professor Antônio Trigueiro, 17, Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal.

Nesse tempo, são 20 turmas, sendo que 15 já concluíram e cinco estão em andamento. De um total de 85 alunos no curso de pedreiro, 34 são do sexo feminino, o que equivale a aproximadamente 40% do total de alunos.

Há turmas nos horários matutino e vespertino, com aproximadamente 18 alunos em cada uma. O curso de pedreiro é direcionado para jovens aprendizes que tenham idade entre 18 e 23 anos.

“O curso tem duração de 1 ano e 2 meses. Nesse período oferecemos a capacitação nas áreas de alvenaria, eletricidade, hidráulica, acabamento, meio ambiente, ética profissional”, detalhou a supervisora.

O preconceito e a superação: A aluna do curso de assistente de obras, Rutineia Maria da Silva, de 18 anos, enfrenta o preconceito por conta de sua escolha. “Meu pai não gostou quando eu vim fazer o curso. Ele disse que isso não é coisa de menina, que não ia dá certo e que eu desistisse disso”, contou a jovem.

Mas ela seguiu em frente e se diz apaixonada pelo curso. “Estou amando. Cresci vendo meu pai fazer isso. Ele é mestre de obras. Pretendo fazer o curso de edificações do IFRN [Instituto Federal de Educação Tecnológica] e, até lá, convencer meu pai, que é machista”, acreditou a jovem.

A dificuldade enfrentada em casa se repete, em alguns casos, também no trabalho. “Elas sabem que estão em uma área que é dominada pelo homem e, por isso, se cobram mais”, contou a supervisora pedagógica.

E acreditam mais. A aluna Gildemara Sales, de 20 anos, mostra os avanços da “força feminina” para demonstrar que é possível ir além. “Quem ia pensar um dia que existiria mulher lutadora ou motorista? A mulher tem conquistado espaços e, daqui a pouco, vamos ter mulher até presidente”, confiou.

A mudança no mercado: Para o professor de alvenaria, Dirivan Euzébio, em algumas ocasiões a mulher já supera o homem. “Pela sua habilidade e manuseio, no Centro-Sul do Brasil a mulher já se destaca na construção civil, principalmente, na parte de acabamento, revestimento cerâmico”, observou.

O professor conta que a presença da mulher nos canteiros de obras pode ser positiva até para tornar os homens menos rudes. “Geralmente o pedreiro é rude. A presença da mulher serve para lapidar o homem, que se torna mais educado, pois fica inibido diante da presença feminina”, concluiu.

5 de março de 2010

POST 100 - Vida Longa ao que é bom!

12:57 |

Olá leitor. Em 06 de dezembro de 2009 entrava no ar o "Fatos e Opiniões", um blog que busca ver o que acontece no Brasil e no mundo com outros olhos. Olhares críticos, céticos e precisos. E hoje chegamos a marca da centésima postagem. Tá certo que é um esforço incomum, em quase 4 meses, colocar quase 30 posts mensais, com atualizações nas segundas e nas sextas, mas, por causa dessa "marca comemorativa', queria escrever um texto diferente. Mas, sabe como é vida de comunicador e universitário: É uma correria. Mas, me salvei e vou colocar no ar este texto comemorativo.
Agradeço ao número inesperado de visitas (711 visitas em quase 4 meses) a este espaço e a parceiros e parceiras que fazem do "Fatos e Opiniões" um verdadeiro sucesso.
Então, vamos ao texto comemorativo. Mas, antes, tenho de agradecer imensamente a minha amiga, colega e parceira Paula Frassi, estudante do curso de jornalismo da UFRN, por ter escrito com muito carinho esse texto para o "Fatos e Opiniões". Muito obrigado, Paulinha...

Por Paula Frassi (Revisão: Andreia Braz)
Quem não gostaria de chegar aos 100 anos com boa saúde? Quem não gostaria de ter 100 milhões na conta bancária? Quem não gostaria de ter 100 dias por ano para viajar? Quem não gostaria de ter 100 amigos com os quais pudesse contar? Quem não gostaria de conhecer 100 países diferentes? Quem não gostaria de se comunicar em 100 línguas ou dialetos diferentes?

E por que o número 100? Carregado de sonoridade, o 100 representa sucesso, representa força, significa que se está seguindo em frente. E o que o número 100 representa na vida de um blog? Isso mesmo, na vida de um blog. Pode representar muitas coisas. Coisas muito importantes, diga-se de passagem...

Qualquer um pode criar um blog. A moça que caminha na praça, o pipoqueiro, o cantor famoso, a musa internacional... Mas quantos desses tantos vão fazer algo relevante? Algo que informe, mas que não seja igual, que mostre os fatos sob uma nova ótica? Pouquíssimos... A exemplo disso, temos o caso de pessoas que dividem suas experiências de superação, seus medos, suas angústias, suas vitórias com as centenas de internautas que buscam respostas (ou alento) através do contato com outros que estão vivenciando (ou já vivenciaram) situações análogas às suas. Pessoas que fazem do seu diário virtual um canal aberto e democrático de comunicação.

O bom comunicólogo constrói-se no dia a dia, na apuração dos fatos. Constrói-se a cada tentativa – quantas vezes temos uma bela ideia para um artigo e simplesmente nos deparamos com a tela do computador em branco, sem termos o que colocar? “Palavras, palavras! Que estranha potência a vossa”, já dizia o poeta – constrói-se a cada minuto, pois é necessário que se esteja atento; constrói-se a cada postagem, a cada notícia.

Hoje, o blog “Fatos e opiniões” chega ao post número 100 em quase quatro meses de vida, ou seja, são mais de 30 postagens por mês! É a construção, dia após dia, da credibilidade. É a construção da informação. É a alquimia da notícia. A alquimia que sempre acontece quando há boa vontade.

Numa realidade onde a comunicação transformou-se em algo fútil, superficial e monótono, o que podemos desejar à verdadeira informação, salpicada de uma opinião contundente, sólida e incisiva? Desejamos ao blog “Fatos e opiniões” – mas, sobretudo ao seu “pai” Andreivny Ferreira, esse comunicólogo incansável – que haja mais 100 posts e mais 100 e mais e mais... Que o número 100 seja apenas o início. Aliás, é o início. Ou seja, já mostra a que veio. Vida longa ao que é bom!