9 de janeiro de 2010

Nem o futebol escapou do terror

14:08 | , ,

Olá leitor. Peço desculpas pelo atraso da postagem de sexta-feira. Tive alguns problemas técnicos com minha internet e não pude colocar no ar as postagens habituais da sexta-feira. Porém, não deixei você na mão e trouxe logo no sábado o material inédito do "Fatos e Opiniões". E lembre-se: Na segunda-feira tem mais. Boa leitura.

O ano começou tumultuado. Primeiro foi a natureza que deu o ar da graça. Depois a corrupção de 2009 voltou a tona (Isso eu não postei). E agora, volta a vista da sociedade mundial a imbecilidade dos terroristas. e eles são tão cruéis que resolveram mexer em um ambiente que dificilmente ouve-se falar de algo tão chocante e parecido: O esporte - Sobretudo o futebol, onde é mais raro.
Imagem: TV Cidade Verde (PI)
Apenas para refrescar a sua memória e a leitura dos posts anteriores, a seleção de Togo sofreu um atentado ao se dirigir a Angola para a disputa da Copa Africana de Nações. O ônibus foi metralhado por quase trinta minutos. Resultado: 9 feridos e 3 mortes - O motorista, um assessor e o assistente técnico.

A bandeira dessa crueldade: O terror. E mais uma vez o extremismo voltou a cena. Dessa vez, um grupo separatista que reivindica a independeência do território angolano onde o ataque ocorreu assumiu a autoria.



Imagem: G1
É revoltante uma situação como essa. O futebol é um esporte alegre, feliz, sem diferenças políticas ou raciais, mesmo tendo profundas diferenças econômicas. Um esporte que une nações divididas, que faz novas amizades surgirem, que dá lazer ao público, que faz surgir uma devoção por uma instituição esportiva, não tem direito algum de sofrer esse tipo de coisa. O terror não pode afligir o futebol.

E a seleção de Togo fez muito bem em desistir da disputa do torneio. Quem vai conseguir jogar e alegrar milhares (Ou milhões) de pessoas sabendo que pode sofrer outro ataque ou se preocupando com os companheiros de time feridos? Não dá. Emn qualquer ambiente profissional, educativo ou pessoal, não dá pra se fazer algo pensando em outra coisa maior e mais urgente: Eu mesmo já passei por isso várias vezes e sei que realmente você não consegue fazer aquela atividade direito. Pior é se preocupar com uns loucos que querem matar inocentes por causa de reclamações de uma meia dúzia. Ninguém gosta de sofrer com essas situações.

Com esse acontecimento, a FIFA deve ficar mais atenta quanto as condições de segurança de competições organizadas por ela. A turma do eterno Joseph Blater deve prestar mais atenção na organização quanto a segurança. Olho atento viu Blater!

E vai começar a Copa Africana de nações. Sem um time com jogadores conhecidos, sem segurança, sem tranquilidade. Eu espero que a rotina do futebol, e do esporte, não seja essa daqui pra frente. Espero um esporte tranquilo, sem brigas, sem terror, só com felicidade e alegria. E viva a Paz!

Togo deixa a Copa Africana de Nações

13:38 | , ,

Créditos: Globoesporte.com

De acordo com rádio francesa “RMC”, a emissora inglesa "BBC" e outros órgãos de imprensa da Europa, a seleção do Togo decidiu deixar Angola e não disputar mais a Copa Africana de Nações que começa neste domingo no país. O motivo para o abandono foi o atentado que a delegação togolesa sofreu na última sexta-feira, na província de Cabinda.

O ônibus que transportava a seleção foi metralhado por rebeldes separatistas do FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda). Dois jogadores (Kodjovi Obilalé e Serge Akakpo) saíram baleados. Um assessor de imprensa, um assistente-técnico e o motorista do veículo morreram. Os dois primeiros faleceram no hospital em decorrência dos ferimentos. O motorista faleceu na hora do ataque. Apesar do incidente, a Confederação Africana de Futebol (CAF) confirmou a realização do torneio.

Segundo a rádio, jogadores e comissão técnica estão indo para o Aeroporto de Luanda para pegar o primeiro voo para Lome, capital do Togo. De acordo com o repórter Russel Fuller, da BBC, representantes da Federação de Futebol de Gana confirmaram que os togoleses estão deixando Angola.

Jogador togolês quer que outras seleções boicotem a CAN: Em entrevista ao jornal “L´Equipe”, o meia Alaixys Romão, do Grenoble, confirmou que a delegação está deixando Angola e foi além:

- Estamos esperando o avião para retornarmos a Lome. Também estamos conversando com os outros times do nosso grupo para convencê-los a boicotar a competição também.

Meia Pede Cancelamento do Torneio: Antes da decisão de deixar Angola, o meia togolês Guillaume Brenner falou sobre os momentos de terror e disse que, ao contrário do que pensam os dirigentes, a Copa Africana de Nações deveria ser cancelada.

- A escolta salvou nossas vidas. Se eles não estivessem lá, nós teríamos morrido. Não sei da onde os tiros vieram, sei que ficamos no chão e tinha sangue por todos os lados. Acho que a competição deva ser cancelada porque a segurança é mais importante do que tudo. A Copa do Mundo desse ano será na África e esse tipo de incidente não vai ser bom (para o torneio - afirmou Brenner, em entrevista ao portal “Goal.com”.

A seleção do Togo está no Grupo B do torneio, cujo os jogos serão disputados em Cabinda (que também receberá uma partida das quartas de final), ao lado de Burkina Faso, Gana e Costa do Marfim. A estreia seria contra os ganeses, na segunda-feira.

A Federação de Futebol de Togo e nem a organização da CAN confirmaram oficialmente a notícia.

O território de Cabinda é uma das 18 províncias de Angola, mas não pertence fisicamente à área do país. O local fica entre a República Democrática do Congo (ex-Zaire) e a República do Congo. A região é rica em petróleo e é assolada por um conflito separatista desde a independência angolana, em 1975.

Segundo o "Jornal Digital", de Angola, a resistência de Cabinda, denominada FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), já havia alertado em diversas ocasiões que poderia haver falta de segurança para as equipes que se deslocariam à província durante o torneio. A FLEC assumiu a autoria do atentado às forças militares angolanas que faziam a escolta da seleção de Togo.

- A situação de guerra é uma realidade em Cabinda e qualquer estrangeiro poderá ser uma vítima - teriam dito os líderes da FLEC.


Guerrilha assume ataque ao ônibus de Togo, que deixou um morto e nove feridos

13:28 | , ,

Créditos: Agência EFE / R7

Um ataque contra o ônibus que levava a seleção de futebol do Togo para Angola, onde a equipe disputará a Copa Africana de Nações, terminou com a morte do motorista e pelo menos nove feridos, entre eles dois jogadores. A guerrilha separatista Flec (Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda) assumiu a autoria do ataque.

Um porta-voz do Ministério de Esportes do Togo em Lomé, a capital do país, afirmou que o motorista do ônibus morreu no local do ataque. Segundo ele, o ataque ocorreu no enclave angolano de Cabinda, região rica em petróleo na qual a Flec enfrenta o Governo há mais de três décadas.

Alguns dos feridos tiveram que deixar o local para receber tratamento médico, acrescentou o porta-voz, que não deu mais detalhes sobre suas identidades ou a gravidade de suas lesões. Diferentes veículos de imprensa revelaram, no entanto, que o goleiro Kodjovi Obilale e o defensor Serge Akakpo estavam entre os feridos, o primeiro deles em estado grave. Obilale, de 25 anos, joga no GSI Pontivi, da França, enquanto Akakpo, de 22 antes, é do clube romeno FC Vaslui.

A Copa Africana de Nações começa domingo (10) em Luanda, com o confronto entre Angola e Mali, pelo grupo A. Apesar do ataque, a confederação assegurou que a competição será disputada. A estreia do Togo na Copa Africana de Nações está marcada para segunda-feira (11), em Cabinda, contra Gana, em jogo pelo grupo B.

O atacante togolês Thomas Dossevi declarou à edição digital do jornal francês L'Équipe que os jogadores estão assustados e não querem mais disputar o torneio.

- Não somos capazes de fazê-lo. Minha primeira preocupação é a saúde dos feridos, porque havia uma grande quantidade de sangue no chão. Por enquanto, não temos muitas notícias, só que foram transportados para hospitais. Atiraram em nós apesar de estarmos escoltados por dois ônibus da polícia.

A Fifa e seu presidente, Joseph Blatter, mostraram-se comovidos com os incidentes que afetaram Togo. Em nota, a organização afirmou que "está em contato com a Confederação Africana de Futebol e seu presidente, Issa Hayatou", e que "espera um relatório completo sobre a situação".

Mais duas pessoas morrem por causa do atentado ao ônibus de Togo em Angola

13:25 | , ,

Créditos: Globoesporte.com

Segundo a emissora britânica "BBC", subiu para três o número de mortos em decorrência do atentado sofrido pela seleção do Togo na última sexta-feira, em Cabinda, na Angola. Além do motorista do ônibus (nome não revelado) que levava a delegação, que faleceu após o ataque, o assessor de imprensa e o assistente-técnico da seleção togolesa faleceram neste sábado devido aos ferimentos causados por balas.

- O assessor Stanislas Ocloo e o assistente Abalo Amelete acabaram falencendo às 4 horas da madrugada - afirmou Kodjo Samlan, representante da Confederação Africana de Futebol (CAF), à Agência France Press.

O ônibus que transportava a seleção foi metralhado por rebeldes separatistas do FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda). Dois jogadores (o goleiro reserva Kodjovi Obilalé e o zagueiro Serge Akakpo) saíram baleados. Apesar do incidente, a CAF confirmou a realização do torneio, que começa neste domingo com o duelo entre Angola e Mali.

Segundo o jornal “L´Equipe”, o diretor-técnico Kodjo Lanou Elitsa, estaria internado em estado grave, assim como Obilalé que, inclusive, estaria sendo levado para um hospital da África do Sul. Por conta do atentado, a seleção do Togo decidiu se retirar da Copa Africana de Nações.

Jogador togolês pede o cancelamento do torneio: Antes da decisão de deixar Angola, o meia togolês Guillaume Brenner falou sobre os momentos de terror e disse que, ao contrário do que pensam os dirigentes, a Copa Africana de Nações deveria ser cancelada.

- A escolta salvou nossas vidas. Se eles não estivessem lá, nós teríamos morrido. Não sei da onde os tiros vieram, sei que ficamos no chão e tinha sangue por todos os lados. Acho que a competição deva ser cancelada porque a segurança é mais importante do que tudo. A Copa do Mundo desse ano será na África e esse tipo de incidente não vai ser bom (para o torneio - afirmou Brenner, em entrevista ao portal “Goal.com”.

A seleção do Togo está no Grupo B do torneio, cujo os jogos serão disputados em Cabinda (que também receberá uma partida das quartas de final), ao lado de Burkina Faso, Gana e Costa do Marfim. A estreia seria contra os ganeses, na segunda-feira.

'Nos metralharam como cachorros': Ônibus da seleção de Togo é metralhado na Angola

13:21 | , ,

Créditos: Globoesporte.com
Imagem: G1
O ônibus que transportava a seleção de Togo foi metralhado nesta sexta-feira na região de Cabinda, em Angola, onde será disputada a Copa Africana de Nações (CAN). Dois jogadores (Kodjovi Obilalé e Serge Akakpo) saíram baleados, integrantes da comissão técnica também foram feridos e o motorista do veículo morreu. Apesar do incidente, a Confederação Africana de Futebol (CAF) confirmou a realização do torneio a partir deste domingo.

- Temos dois jogadores feridos. Tínhamos acabado de cruzar a fronteira (entre o Congo e o território de Cabinda, onde o Togo deve disputar suas partidas do Grupo B), e estávamos cercados pela polícia. Tudo estava normal, quando fomos metralhados. Todo mundo tentou se esconder embaixo dos assentos, e a polícia respondeu. Nos metralharam como cachorros e tivemos que nos esconder por quase 20 minutos para evitar as balas - contou o jogador Thomas Dossevi ao canal de TV francês Infosport.

O Manchester City divulgou um comunicado em seu site oficial para dizer que o atacante Adebayor, principal estrela dos togoleses, não sofreu ferimentos. O Aston Villa também afirmou que Saifou está bem após o ataque. Porém, os clubes ingleses (incluindo Chelsea e Arsenal) podem acabar pedindo o retorno dos atletas africanos convocados com medo de mais atos de violência.
Imagem: G1
Nove feridos na seleção de Togo: Contrariando recomendação da CAF, que sugeria viagens de avião, a seleção de Togo viajou cerca de 120 quilômetros entre Congo e Cabinda de ônibus. Os atletas baleados foram o goleiro Kodjovi Obilalé e o defensor Serge Akakpo. Também saíram machucados um auxiliar técnico, um médico  e um jornalista. Segundo a Federação Togolesa de Futebol, nove pessoas da delegação ficaram feridas.

- Akakpo foi baleado nas costas e Obilalé, nos rins. O encarregado da comunicação também foi ferido e perdeu muito sangue. Ser agredido dessa forma por um jogo de futebol não faz sentido  - acrescentou Dossevi.

Segundo dirigentes do FC Vaslui, clube da Romênia onde atua Akakpo, ele foi baleado duas vezes, mas, após ser submetido a uma cirurgia, passa bem.

O Togo tem estreia na CAN marcada para segunda-feira, em Cabinda, contra Gana. A seleção integra o Grupo B, ao lado também de Costa do Marfim (rival do Brasil na Copa do Mundo) e Burkina Faso. A CAF estuda a possibilidade de mudar as partidas para Luanda.

Ameaças já teriam sido feitas: O território de Cabinda é uma das 18 províncias de Angola, mas não pertence fisicamente à área do país. O local fica entre a República Democrática do Congo (ex-Zaire) e a República do Congo. A região é rica em petróleo e é assolada por um conflito separatista desde a independência angolana, em 1975.

Segundo o "Jornal Digital", de Angola, a resistência de Cabinda, denominada FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), já havia alertado em diversas ocasiões que poderia haver falta de segurança para as equipes que se deslocariam à província durante o torneio. A FLEC assumiu a autoria do atentado às forças militares angolanas que faziam a escolta da seleção de Togo.

- A situação de guerra é uma realidade em Cabinda e qualquer estrangeiro poderá ser uma vítima - teriam dito os líderes da FLEC.